quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Adocao


DD^^ do blog: Segredo meu Agora teu...

O papo hoje é ADOÇÃO...

Infelizmente não conheço ninguém que adotou uma criança, mas confesso que o meu maior sonho é abrir um orfanato, ajudar e dar carinho a estas crianças que são abandonadas pelos pais...
Penso que se à mãe/pai abandona por não ter condições de cuidar é uma coisa...
O que eu não entendo é como alguém em sã consciência pode jogar fora um ser humano?
E o que revolta é que mais crianças são achadas jogadas por aí todos os dias...
Eu acredito muito em reencarnação e em vida após a morte e tenho plena certeza que temos uma missão e nada deveria nos desviar do nosso caminho e da nossa paz de espírito...
Por isso deixarei aqui hoje a dica de um maravilhoso livro da Editora O Clarim... É espírita e ensina muita coisa se olharmos mais o lado do espírito e não da matéria...
Aprendendo a Amar...
(Adeilson S. Salles)

Conta a história de uma garota ainda menor que engravida e por ser solteira, nova e ter muito medo de seus pais resolve fazer um aborto em uma clínica aonde só tem pessoas incapacitadas de realizar tal brutalidade. Com isso conta com a ajuda de uma grande amiga.
Mas essa maluquice não poderia acabar bem não é mesmo? Pois aborto é prova de falta de amor consigo e com o próximo que poderia existir na face da terra e a gestante falece.
Por outro lado conta a história de um casal feliz que tenta de todas as maneiras engravidar e não conseguem, e a cada dia que passa aumenta mais e mais a vontade de adotarem uma criança para completar tal felicidade...
E é aí que começa a jornada em busca da adoção. Visitas e mais visitas aos orfanatos em busca da criança que os tocasse lá no fundo do coração... E com um ato tão sublime assim, não resistiram em adotar uma criança, mas duas irmãs...
O final é surpreendente.
Eu indico esse livro, independente de raça ou religião...
Acho que tudo o que nos leva ao bem e a Deus é valido...

...Para Refletir...

Gerar um filho não faz de ninguém pai ou mãe,
Da mesma forma que o simples fato de ter um piano em casa,
Não faz de ninguém um pianista.

Ouçam Pais e Filhos da Legião Urbana...

...OBS...
...se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais...


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Adocao


Nadja do blog: Cantinho da Nadjinha!

OLHEM QUE LINDO!!!!!!
DUAS MÃES PARA UMA VIDA
Era uma vez duas mulheres
que nunca se encontraram.
De uma não te lembras;
a outra é aquela que tu chamas Mãe.
Duas vidas diferentes
na procura de realizar uma só: a tua.
Uma foi a tua boa estrela,
a outra o teu sol.
A primeira te deu a vida,
a outra te ensinou a viver.
A primeira criou em ti a necessidade do Amor,
a segunda te deu esse Amor.
Uma te deu as raízes,
a outra te ofereceu teu nome.
A primeira te transmitiu teus dons, a segunda te deu uma razão para viver.
Uma fez nascer em ti a emoção,
a outra acalmou tuas angústias.
A primeira recebeu teu primeiro sorriso, a outra secou as tuas lágrimas.
Uma te ofereceu em adoção,
era tudo o que ela podia fazer por ti.
A outra rezou para ter uma criança e Deus a encaminhou em tua direção.
E agora, quando chorando,
tu me colocas a eterna questão:
herança natural ou educação?
de quem eu sou fruto?
Nem de um nem de outro, minha criança...
Simplesmente,
de duas formas diferentes de Amor.
(autor desconhecido)

Quem pode adotar

Adultos com mais de 21 anos, independentemente do estado civil,
pode ser solteiro, casado, divorciado, ou viver em concubinato.
Na hipótese de ser casado ou viver em uma relação de concubinato,
a adoção deve ser solicitada por ambos, que participarão juntos de
todas as etapas do processo adotivo. Será feita avaliação de estabilidade da união.
Qualquer pessoa que seja
pelo menos 16 anos mais velha que a criança a quem pretende adotar.
A Justiça não prevê adoção por homossexuais. Neste caso, a autorização fica a
critério do juiz responsável pelo processo.
Quem não pode adotar
Menores de 18 anos. Os avós ou irmãos da criança pretendida. Nesse caso,
cabe um pedido de guarda ou tutela, que deverá ser ajuizado na Vara de Família
da cidade onde residem. O tutor não pode adotar tutelado.
Quem pode ser adotado
Crianças e adolescentes com até 18 anos a partir da data do pedido de adoção,
órfãos de pais falecidos ou desconhecidos. Crianças e adolescentes cujos pais
tenham perdido o pátrio poder ou concordarem com a adoção de seu filho.
Maiores de 18 anos também podem
ser adotados. De acordo com o novo Código Civil,
a adoção depende de sentença de juiz.
Crianças e adolescentes com 16 anos a menos que o adotante.
Só podem ser colocados para adoção as crianças e adolescentes que já tiveram todos
os recursos esgotados no sentido de mantê-los no convívio com a família de origem.
Documentação necessária
RG e comprovante de residência;
Cópia autenticada da certidão de casamento ou nascimento;
Carteira de Identidade e CPF dos requerentes;
Cópia do comprovante de renda mensal;
Atestado de sanidade física e mental;
Atestado de idoneidade moral assinado por duas testemunhas, com firma reconhecida;
Atestado de antecedentes criminais.


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Kall do blog: °°°Meu Tempo...°°°

"Adoçao"

Qdo fui convidada p essa blogagem coletiva não sabia ao certo do que falaria...e sai pesquisando mais sobre o tema
Eu mesma ja pensei se no assunto e não o vejo como tabu algum.
E qdo falamos sobre o assunto o que nos vem a cabeça?
Visitando alguns sites peguei as perguntas mais frequentes sobre o tema,como tb o principio o que vem a ser adoção...adotar.
Espero que essa blogagem coletiva traga muitos frutos e que nossa ajuda seja significativa.

Uma semana abençoada a todos.Bjão.




Adoção (português brasileiro) no Direito Civil, é o ato jurídico no qual um indivíduo é permanentemente assumido como filho por uma pessoa ou por um casal que não são os pais biológicos do adotado. Quando isto acontece, as responsabilidades e os direitos (como o pátrio poder) dos pais biológicos em relação ao adotado são transferidos integral ou parcialmente para os adotantes.
Na grande maioria dos países, o filho adotado possui os mesmos direitos de um filho legítimo.

Qual é o passo-a-passo para adotar uma criança?
Documentos, entrevistas e avaliação psicológica fazem parte do passo a passo para quem pretende adotar uma criança ou adolescente no país. Segundo relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil e cerca de 8 mil (10%) delas estão aptas para adoção.


Quem pode adotar
Adultos com mais de 21 anos, independentemente do estado civil, pode ser solteiro, casado, divorciado, ou viver em concubinato. Na hipótese de ser casado ou viver em uma relação de concubinato, a adoção deve ser solicitada por ambos, que participarão juntos de todas as etapas do processo adotivo. Será feita avaliação de estabilidade da união.

Qualquer pessoa que seja pelo menos 16 anos mais velha que a criança a quem pretende adotar. A Justiça não prevê adoção por homossexuais. Neste caso, a autorização fica a critério do juiz responsável pelo processo.

Quem não pode adotar
Menores de 18 anos. Os avós ou irmãos da criança pretendida. Nesse caso, cabe um pedido de guarda ou tutela, que deverá ser ajuizado na Vara de Família da cidade onde residem. O tutor não pode adotar tutelado.

Quem pode ser adotado
Crianças e adolescentes com até 18 anos a partir da data do pedido de adoção, órfãos de pais falecidos ou desconhecidos. Crianças e adolescentes cujos pais tenham perdido o pátrio poder ou concordarem com a adoção de seu filho.

Maiores de 18 anos também podem ser adotados. De acordo com o novo Código Civil, a adoção depende de sentença de juiz.

Crianças e adolescentes com 16 anos a menos que o adotante.

Só podem ser colocados para adoção as crianças e adolescentes que já tiveram todos os recursos esgotados no sentido de mantê-los no convívio com a família de origem.

Documentação necessária
RG e comprovante de residência;
Cópia autenticada da certidão de casamento ou nascimento;
Carteira de Identidade e CPF dos requerentes;
Cópia do comprovante de renda mensal;
Atestado de sanidade física e mental;
Atestado de idoneidade moral assinado por duas testemunhas, com firma reconhecida;
Atestado de antecedentes criminais.
Maiores informações podemos obteraqui:
http://www.consumidorbrasil.com.br/consumidorbrasil/textos/paratodos/adocao.htm


Para quem não pode adotar mas que queira ajudar essas crianças que precisam tem um site otimo tb que tem, uma otima ideia de apadrinhamento..quem sabe na sua cidade não tem algo parecido com esse:
http://www.projetorecriar.org.br/apadri/apadri.html

E para quem quer adotar mas ainda tem algum tipo de receio entre nesse site p ler uma linda historia de adoção http://www.epinion.com.br/adocao/
ou aqui p ler a cartilha da adoção http://www.tj.rj.gov.br/infan_ju/1vara/adocao/adocao.htm

temos muitos problemas com o processo de adoção como sempre a Burocracia muitas vezes atrapalha tudo..sendo que temos muitas crianças precisando de um lar como tb o nº de crianças tem aumentado...é so ler aqui http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4377.shtml
Mais sobre o assunto nos links abaixo:
http://www.ajudabrasil.org/6.401.html
http://guiadobebe.uol.com.br/
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4377.shtml


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Adocao

Foto Original: Galeria Unicef

Adélia Thereza do blog: Oceanos e Desertos


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Amor, sempre


Jens do blog: Toca do Jens

Amor, sempre

Aconteceu em 1985, quando me encaminhava para entrar na Idade da Razão (Entrei? Há quem duvide). Trabalhava como assessor de imprensa no Sindicato dos Bancários de POA. Vivia debaixo do mau tempo: o governo havia decretado a intervenção no Banco Sulbrasileiro (banqueiro ladrão não é uma invenção recente). Nós lutávamos para preservar o banco e os empregos (a instituição se salvou – hoje é o Santander -, já os empregos...). Nossa diretriz era simples: se liquidar o pau vai quebrar. Trabalhava 18 horas por dia e estava feliz. Era a volta do cipó de aroeira; a ditadura, sob o comando do general Figueiredo, estava moribunda. Pau na canalha.

***

Numa tarde de setembro, o Bento anunciou:

- Tem uma mulher aí querendo falar contigo.

- Quem é?

- Não sei. Não disse o nome.

- Tudo bem, manda entrar.

Entrou. A bruxa era gorda, feia e suja.

- Onde está o teu pai? – perguntou.

- Em casa – respondi.

Ela insistiu.

- Não, estou falando do teu pai verdadeiro.

- Está em casa – reafirmei irritado.

- Estou falando do teu pai de verdade. Este aqui – a vaca malvada colocou na frente uma foto em preto e branco de um homem muito parecido comigo. Poderia ser meu irmão. Ou meu pai.

- Que merda é esta?

- Este é o teu pai. Tu é filho dele e da... (disse o nome de uma mulher que eu conhecia, mas que não era a minha mãe). Ele quer te conhecer. Os teus outros irmãos, também.

Foi assim, no ano do meu 30° aniversário, que descobri algo que eu não queria e nem precisava - era filho adotado, um bastardo.

***

Na verdade, eu suspeitava. Ou, inconscientemente, sempre soube, segundo a analista que me acompanhou nos cinco anos subseqüentes. Desde a infância, eu não apenas me orgulhava da solidez da família (pai, mãe e mana – unidos) como também procurava semelhanças com meu pai (uma vez deixei que um amigo fizesse caminhos de rato na minha cabeça, apenas para ficar com uma calvície semelhante a dele). Porém, eu era mais parecido com meu avô materno (não por acaso, descobri depois).

A revelação machucou a alma, arranhou o coração. Não tanto pelo fato em si, mas pela maneira como foi revelado. Aquela mulher transpirava maldade – era quase palpável a intenção de ferir, destruir a nossa família. Não conseguiu.

***

Era noite, eu estava sentado em uma mesa no fundo do bar, quando o pai chegou. Quis saber:

- Muda alguma coisa?

- Pra mim, não.

- Ótimo. Pra mim e pra tua mãe também não. Sou teu pai e ela é tua mãe. Sempre foi assim e vai continuar sendo. Nós te amamos. Tu e a tua irmã.

- Ela...

- Também é adotada. É tua irmã por parte de mãe (quando soube, depois, a mana disse simplesmente: "tô nem aí, não quero nem saber").

O pai pagou a conta.

- Levanta. Não chora. Lava o rosto e vai pra casa. Tua mulher e tua filha estão te esperando.

Antes de ir embora, indagou:

- Queres te encontrar com ele?

- Não. Quero que ele e sua gente sumam da minha vida – dei a foto para ele.

O pai olhou, guardou no bolso e disse:

- Tudo bem. Eu resolvo.

Resolveu. Nunca mais me procuraram.

***

Eu menti quando disse para o pai que tudo continuaria como antes. Na verdade, algo mudou. Os laços familiares ficaram mais apertados, meu amor pelo pai e a mãe tornou-se mais sólido. Percebi que, assim como a mana, havia sido escolhido por eles para ser amado. Fui (sou) um privilegiado. Não poderia ter tido pai e mãe melhores.

Thanks.

***

Beijos. Boa semana pra todos nós.

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Adocao, um ato de nobreza!


Edu do blog: Varal de Idéias




Convocado à participar desta blogagem coletiva " Adoção, um ato de nobreza", pela amiga Georgia, não me furtaria, apesar do tema fugir, completamente, dos tratados aqui no Varal.
Também não sou especialista, e não fui me informar sobre tecnicidades do assunto, tão delicado e importante. Delicado porque envolve vidas humanas, e importante porque a carência de pais adotivos é grande no Brasil. Tenho alguns exemplos, próximos de minha família, e sobre eles vou dar meu testemunho. Meu primo Fernando, depois de muitos anos casado, e sem filhos, adotou. Teve muitos problemas com a criança enquanto adolecente. Nunca mais tive notícias.Outros dois casos, um de meu sogro A.S. que em seu segundo casamento, com seus filhos e de sua esposa, criados e casados, educou o filho de uma empregada, completamente irresponsável, que se engravidou, não sabe de quem, e apareceu com uma barrigona. A criança foi batizada com todas as pompas de que era habitual ao meu sogro, e recebeu uma educação semelhante a de seus filhos. A dita mãe e empregada desapareceu, e raras vezes voltou a ver o filho, que na verdade sempre tratou de pai e mãe os que o educavam e criavam. Antes de morrer A.S. fez questão de dar o seu sobrenome ao jovem. Este formado casou-se e tem filhos, é um trabalhador exemplar, sem me esquecer de dizer que foi na meninice um atleta até romper os ligamentos e encerrar brilhante carreira esportiva. Todos os filhos do casal tratam-o como irmão! Linda história de adoção. E outra igualmente feliz, a de meu cunhado A.L.C. que tendo dois lindos filhos, no seu segundo casamento adotou uma criança que hoje é um ótimo rapazinho, estudioso, bom carater, e só deu alegrias à família. Com estes três exemplos, que conheço pessoalmente, quis dizer que a possibilidade de se fazer o bem a si e ao próximo é grande, e que adotar é um ato de nobreza e coragem. Muitas pessoas que sem filhos se apegam a animais de estimação deveriam estar se presenteando adotando uma criança, e dela fazendo um ser humano mais feliz! É o que penso sobre o assunto. Obrigado Georgia por me obrigar a fazer uma oportuna reflexão sobre o tema.

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Adocao, plantar dedicacao e colher amor



Ronaldo do blog: Qualiblog

Para explicar a razão do título vou contar uma história. Depois que lerem, entenderão.

Esta história começa no final da década de 60. Uma criança nasceu bastante debilitada, na Santa Casa de Misericórdia, um hospital administrado por freiras. Talvez tenha sido essa a sua sorte, pois certamente foi a misericórdia divina que colocou um anjo no caminho dessa criança…

Nascido já órfã de pai, que pelo que consta morrera enquanto a mãe estava grávida, podemos achar que o início da vida para esse bebezinho começou bem ruim. Mas não o bastante, pois em poucos dias sua mãe também faleceu, fraca que estava pelos embates da vida na falta do marido. O bebê não estava ainda fora de perigo, visto que permaneceram, ele e a mãe, internados no hospital após o parto. Com a partida da mãe, ele passou a ter por irmãos os outros bebês da enfermaria e por mãe as enfermeiras e as freiras, que se compadeciam do triste destino daquela criança, pouco comum. Dentre elas uma enfermeira se desdobrava em cuidados, alegrando-se por cada sinal de melhora que o bebê apresentava. Seus cuidados constantes e carinho certamente foram um bálsamo para aquele inocente que ignorava seu destino e que, por agradecimento, podia apenas apertar na pequena mãozinha o dedo da sua protetora. Ela, claro, tinha outros afazeres como enfermeira da ala infantil (hoje chamam de neo-natal, acho que fica mais chique) e não podia dar tanta atenção a uma única criança, mas aos poucos, coisa de destino talvez, ela se apegava mais e mais àquele bebê…

A Madre Superiora era quem dirigia o hospital, uma freira austera, exigente, mas muito bondosa. Ao ver a enfermeira com o orfãozinho no colo se preocupava, pois em sua experiência de idosa percebia que aquele carinho já não era profissional. Ceci, a enfermeira, se apegava demais a uma criança que em breve deveria deixar o hospital, pois seu drama já era conhecido por algumas pessoas e procuravam uma família que se interessasse em adotar o pequeno.

Sabendo disso, dias depois, após se aconselhar com um advogado seu amigo, Ceci fez a proposta à Madre: Queria adotar o garoto. A Madre lhe alertou que, por ser solteira, não poderia adotá-lo, mas que poderia obter a guarda do menino com a ajuda de algumas pessoas. Ceci aceitou que fosse assim. Mas havia um problema. Talvez não seria possível manter-se no emprego, já que o menino lhe tomaria muito tempo. Como Ceci morava com seus pais, não viu aí um grande entrave. Algum tempo depois viu que a carreira de enfermeira não era compatível com a de mãe e deixou o hospital. Enfrentou problemas em casa, pois sua mãe já não tinha paciência para ter crianças pequenas ali. Além disso, chegaram aos seus ouvidos comentários maldosos sobre a filha que estava com um bebê e não era casada…

Com o tempo, Ceci acabou por alugar uma casinha e ir para lá com o seu “filho do coração”, como se referia ao pequeno. Manteve-se costurando para fora e fazendo pequenos serviços de enfermagem. Não tinha mais tempo para ela própria, batalhando o sustento dos dois, cuidando do garoto… Uma colega a convidou para um trabalho diferente: ser enfermeira particular de uma senhora bem idosa, noutra cidade, de família muito rica. Ceci somente aceitou após se certificar que poderia levar o filho, coisa que a família da Sra. Risoleta não objetou, já que a casa era imensa, teria espaço para um menino de três anos e era difícil encontrar uma enfermeira com tão excelentes referências e que aceitava morar no emprego.

Com a vida que levava, praticamente vinte e quatro horas à disposição da idosa matriarca daquela família, seu pouco tempo disponível ocupava em cuidar do filho, raramente saía. Recusou namoros, alguns até compensadores. Trabalhou muitos anos para aquela família, que tratava a ela e seu filho como se fossem de casa. D. Risoleta, com o tempo, considerava o “bambino” quase como um de seus netos.

Quando o seu filho já estava com dez, onze anos, Ceci reencontrou um antigo conhecido, o Sr. Geraldo. Acabaram casando e ela deixou aquele emprego para partir para uma nova vida, simples, com os problemas e dificuldades de uma família de classe baixa, mas ela teria um lar para chamar de seu. No fundo, realizava um desejo do filho, que por muitas vezes queixara-se de não ter um pai… O resto é outra história…

O filho adotivo da enfermeira Ceci sou eu. Quando adulto é que soube a verdadeira dimensão do amor de minha mãe, que abdicou de tantas, tantas coisas na vida, até da vida que poderia ter tido, para cuidar de mim e me tornar alguém. E hoje, um dos meus projetos de vida é adotar uma criança também. Fazer por outra pessoa o que foi feito por mim. Ainda não chegou o momento de realizar esse sonho, mas já preparo meu filho para receber um dia um irmãozinho ou irmãzinha “do coração”. O destino é uma coisa engraçada… Minha esposa também é filha adotiva, e por isso mesmo sabemos que não teremos problema algum em receber em nossa família uma criança que não foi gerada por nós, independente de raça, aparência, do que for, ela será tão amada como nosso filho é, e lhe dedicaremos tudo o que pais devem dedicar aos filhos. Às vezes ficamos conversando e imaginando como seria ter em casa mais uma criança, principalmente agora, que o Nathan logo será um adolescente.

Posso garantir, por experiência própria, que ninguém deve ter receio em adotar uma criança. Dando-lhe muito amor, carinho, respeito, educação, ela saberá retribuir tanto quanto um filho que carrega o seu DNA.

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