domingo, 16 de novembro de 2008

Adopcao em Portugal



Al Kantara do blog: Ponta e Mola


Adopção em Portugal - uma realidade difícil de perceber

Existem em Portugal mais de 11.000 crianças em instituições. Mais de 3000 candidatos que querem adoptar. Cerca de 500 adopções anuais. Há aqui qualquer coisa que não quadra, não há ?...
Talvez saber que uma criança só pode ser considerada apta para adopção se ninguém da sua família alargada contactar a instituição por mais de seis meses ajude a perceber estes números. Basta que um primo em segundo grau telefone duas vezes por ano para a criança ficar condenada a não ter família...


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Adocao, um ato de nobreza!


Rosa do blog: Rosa 147


A ADOÇÃO NO BRASIL - Você sabia que...

• A criança ou o adolescente passa a ter os mesmos direitos e deveres, inclusive hereditários, de um filho legítimo?
• Quem é adotado recebe o sobrenome do adotante?
• A adoção é irrevogável, ou seja, a criança ou o adolescente nunca mais deixará de ser filho do adotante, nem mesmo com sua morte?

Perfil dos filhos adotivos no Brasil:
64% são brancos
60% são meninas
69% eram recém-nascidos na época da adoção
62% nunca tiveram notícias de seus pais biológicos
69% sempre souberam que eram adotivos

SAIBA COMO PROCEDER
Vá até o fórum de sua região, com o R.G. e um comprovante de residência. A Vara agendará uma entrevista para a data que o setor técnico do Fórum tiver disponível. Neste momento você receberá a lista dos documentos necessários para dar continuidade ao processo.

QUEM PODE ADOTAR
Maiores de 21 anos, qualquer que seja seu estado civil (com o novo Código Civil, 18 anos). O adotante deve ser 16 anos mais velho do que o adotado.

QUEM NÃO PODE ADOTAR
Avós e irmãos, estes podem requerer somente a guarda.

QUEM PODE SER ADOTADO
• A criança ou adolescente com, no máximo, 18 anos de idade, à data do pedido de adoção.
• Pessoa maior de 18 anos que já estivesse sob a guarda ou tutela do adotante à data do pedido da adoção.

VIVA 25 DE MAIO!
A Lei nº 10.447 de 9 de maio de 2002 instituiu o Dia Nacional da Adoção a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de Maio.

SAIBA MAIS!
O grupo de apoio Projeto Acalanto existe há 13 anos e foi criado para prevenir e esclarecer dúvidas de quem pretende adotar e de quem já adotou uma criança. Entre em contato com a instituição através do telefone (11) 3876-1160

ADOÇÃO EM VÍDEO
Filmes para as crianças:
Bogus, meu Amigo Secreto - Warner (1996)
Os Anjos Entram em Campo - Abril/Vídeo (1994)
Filmes para adultos:
Segredos e Mentiras - Look (1996)
O Destino de uma Vida - CIC (1995)

Leia mais sobre adoção:
Abandono e Adoção, de Fernando Freire
Adoção Tardia: Da Família Sonhada à Família Possível, de Marlizete Maldonado Vargas
Adoção uma História de Espera e Amor, de Vera Miranda Gomes
Adoção uma História Pessoal, de Sueli Trindade Ferreira
Adoção - Uma Sublime Missão, de Elizabeth Schultz Ramires
Laços de Ternura, de Lídia Natália D. Weber
Refletindo a Adoção, de Clélia Zitto Cezar

* Saiba ainda mais sobre adoção no site www.gaasp.net

mais aqui

Normalmente a gente sabe de casos de adoção que deram certo ou não. Sei de um caso em que a criança adotada ficou sabendo dessa condição depois de já mocinha, pela amante do pai, o que causou grande estrago na vida de todos. Acho de suma importância que a criança fique sabendo desde cedo que foi adotada, mas que é filho do coração.

Eu sei de diversos casos de casais em que a mulher só engravidou depois de ter adotado uma criança.

Mas sempre que ouço falar em adoção, lembro de uns parentes, que depois de oito anos de casados e feito todos os tratamentos possíveis, resolveram procurar uma Casa da Criança, na capital.

Depois de todos os trâmites, adotaram um menino, filho de uma moça da alta sociedade, que não podia aparecer com um filho antes de casar e simulando uma viagem para a Europa, assim que ganhou o nenê, entregou-o para adoção.

A moça casou e logo engravidou de novo, só que teve problemas durante a gravidez e pediu para o marido que, se acontecesse alguma coisa com ela, que ele procurasse a Casa e entregasse o recém nascido para o mesmo casal que adotara o menino, para que os irmãos fossem criados juntos.

Era uma menina. A mãe morreu no parto e a menina foi entregue para ser criada com o irmão, hoje já adultos. Não sei se o pai natural convive com os filhos, que foram criados com todo o carinho e amor pelo casal que os adotaram.

Este post faz parte da blogagem coletiva Adoção, um ato de nobreza!!! promovida pela Georgia, do Saia Justa e do Décio, do Chega mais...



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Adocao, um ato de nobreza!


Veridiana Serpa do blog: 30 & Alguns



A Georgia do blog Saia Justa foi quem teve a iniciativa de criar a Blogagem Coletiva sobre adoção de crianças e adolescentes, e lendo o seu post de hoje, foi que fiquei sabendo que existem “80.000 crianças que vivem a espera de uma família no Brasil. Elas vivem em instituições sem poder ser adotadas legalmente. Não é por falta de família querendo adotá-las. São 8.000 famílias brasileiras, 40 mil franceses, 18 mil italianos…”

Hoje então decidi colocar dois vídeos, o primeiro é uma matéria que foi ao ar no Jornal Anhanguera sobre o Projeto Anjo da Guarda, criado pelo Juizado da Infância e Juventude de Goiânia, com o objetivo de buscar famílias para acolher crianças que necessitam de abrigam. O projeto foi reconhecimento pela ONU e sobre a Campanha Mude um Destino da AMB.



O segundo vídeo é bem simples, porém nos lembra da importância da adoção tardia.

Aos 30&alguns encerro esse post com um poema que eu já havia colocado aqui no blog no dia das mães e que conheci quando fui fazer intercâmbio, pois na residência onde morei uma das filhas era adotada.

Legacy of Two Mothers

Once there were two women who never knew each other.
One, my darling, is your birthmom and the other is your mother.

Two different lives, shaped to make yours one.
One became your guiding star; the other became your sun.

The first gave you life, and the second taught you to live it
The first gave you a need for love, and the second was there to give it.

One gave you a nationality; the other gave you a name.
One gave you the seed of talent, the other gave you aim.

One gave you emotions; the other calmed your fears.
One saw your first sweet smile; the other dried your tears.

One chose adoption. It was all that she could do.
The other prayed for a child, and God led her straight to you.

And now you ask me through your tears,
The age-old question through the years.

Heredity or environment, which are you the product of?
Neither, my darling, neither. Just two different kinds of love

-Unknown author

Legado das duas mães

Uma vez havia duas mulheres que nunca se conheceram.
Uma, meu querido, foi quem te deu a luz e a outra é sua mãe.

Duas vidas diferentes, formadas para fazer da sua uma só
Uma tornou-se sua estrela guia; a outra o seu sol.

A primeira te deu a vida, e a segunda te ensinou a vivê-la
A primeira te deu a necessidade do amor, e a segunda estava aí para te dar amor.

Uma te deu uma nacionalidade; a outra um nome.
Uma te deu a semente de talento, o outro deu um rumo.

Uma te deu emoções; a outra acalmou seus temores.
Uma viu seu primeiro sorriso doce; a outra secou suas lágrimas.

Uma escolheu adoção. Era tudo que podia fazer.
A outra rezou por uma cirança, e Deus a guiou até você.

E agora você me pergunta em meio à lágrimas,
A pergunta antiga dos anos.

Hereditariedade ou ambiente, você é produto do que?
Nenhum dos dois, meu querido, nenhum dos dois. Apenas dois tipos diferentes de amor

- autor desconhecido


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Pais e filhos, figura de retórica


Jr. do blog: Escalafobético

Tá rolando uma blogagem coletiva bem legal sobre adoção, organizada pela Geórgia. Apesar de não ser bom em aderir a essas coletivas, resolvi “si envorvê” nessa, já que eu sou filho adotado. Talvez seja bacana as pessoas que escrevem sobre o assunto saberem o que pensa um deles.

Falar sobre as campanhas de adoção até pode ser bem legal, mas não devemos deixar de falar sobre a responsabilidade da natalidade. Crianças órfãs de pai e mãe é uma coisa, crianças abandonadas em orfanatos por falta de responsabilidade na hora de trepar é outra bem diferente. Não sei avaliar as consequências emocionais para uma pessoa que foi abandonada nessas condições, mas devem ser péssimas.

Não quero redigir um Manual da Adoção, só vou falar então de adotados órfãos de pai, de mãe ou ambos.

A primeira coisa a dizer a um adotado é a verdade sobre essa sua condição, mesmo antes de ele começar a entender essas coisas.

A segunda coisa é não dizer a um adotado que “pai e mãe são aqueles que criam, que educam”, e todo esse blá blá blá, por mais que todos queiram que seja assim, não é, e ele sabe disso, não passe por mentiroso.

A terceira coisa é: nunca tente se colocar emocionalmente no lugar de um adotado pra tentar entender seus sentimentos.

Os cientistas já entendem que quando a mãe amamenta o bebe pela primeira vez, acontece uma descarga única de um determinado hormônio em ambos, e isso gera aquela ligação incrível que há entre mãe e filho. Os cientistas dizem também que se o pai estiver presente isso também ocorre com ele. Mas não é só essa ligação feita através da amamentação e tals, filhos biológicos tem ligações estabelecidas com seus pais através de meses de gestação. Geralmente passam a vida tendo uma sensação que ninguém sabe de onde vem, mas que lhe diz que a sua mãe daria própria vida por ele e vice-versa. Vai entender, são os famosos “amor de mãe”, “amor de pai”.

Pergunte a um adotado se ele também sente isso, mas peça-lhe sinceridade, a maioria não gosta de falar a respeito. Você é capaz de adivinhar por quê? Porque ele não sabe sequer do que você está falando.

Então, as pessoas com quem o adotado tem essas ligações estabelecida não são as mesmas pessoas que o criaram. Ele sente essa ligação, só que em muitos casos por alguém que ele nem sabe quem é. Isso é ou não bem louco? Daí a busca desesperada de muitos adotados em reatar seus vínculos, sacaram?

Adotados não gostam de falar sobre esses assuntos, dificilmente se expõem como estou fazendo, pois quando o fazem sempre são repreendidos, ou tentam suprimir os seus sentimentos, ou ainda fazê-los sentir o que não sentem. Mas tentem conversar sobre isso com um adotado de 15 anos, depois busque esse assunto com um de 40 (estou bem perto disso) e verás a diferença de quem levou anos pra entender as contradições dos seus sentimentos.

Filhos adotados sabem que são peixes fora d’água, eles podem passar a sua vida inteira sem exteriorizar esse sentimento, podem até tentar sufocá-los, mas eles sabem. A família que o recebeu certamente o fez por amor, certamente passou uma vida buscando tornar o adotado o mais legítimo possível, tratou-o o exatamente como aos seus “irmãos”, mas isso nunca vai criar artificialmente aquelas ligações que eu falei parágrafos antes, que existe entre os outros membros da família, menos com ele.

¿A vida de um adotado é uma droga por causa disso tudo?

Claro que não, é quase tudo igual a vida de todos, só é emocionalmente diferente, nada demais. Respeite esse fato e faça um adotado feliz (risos).

Quando você incentivar pessoas a adotarem crianças, órfãs ou abandonadas, incentive-as também a buscar apoio psicológico com profissionais especializados no assunto. Não a nada melhor para pais e filhos adotivos que trabalharem emocionalmente o fato de que no caso deles, apesar do amor que certamente nutrem uns pelos outros, a expressão “pais e filhos” não ir muito além de uma bela figura de retórica.

Post Scriptum: Aos meus pais, irmãos e irmãs, biológicos ou não que lerem este texto, saibam que eu lhes serei eternamente grato, e que os amo com todo meu coração.

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Serena do blog: Alma Poeta


Adocao, um ato de nobreza!



Adoção e sua história
Por Patricia Marques e Pedro Brandt -

O termo adoção derivado do latim adoptione, significa aceitação voluntária e legal de uma criança como filho; perfilhação, perfilhamento. A adoção para muitos casais só aparecem quando todas as possibilidades de gerar um filho se esgotam. Para outros, ela representa apenas um meio de poder ajudar e tornar possível a essa criança uma vida digna.

http://www.cantinhomeimei.com.br

Crianças do Orfanato Meimei - S.P

Independente do motivo, a adoção existe desde a antiguidade. Primeiramente veio atender aos assuntos religiosos e aos políticos. Na Idade Média, com o Cristianismo, que reconhecia a família e os filhos provenientes do casamento, caiu em desuso. Em 1830, na Proclamação da República, surgiu uma legislação própria. O código civil, dava direito à adoção para maiores de 50 anos. Durante anos e muitas críticas, as leis foram sofrendo várias alterações, de acordo com as necessidades da época.

Em 1990 com o surgimento do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, verificou-se a importância de dar atenção as necessidades das crianças a serem adotadas, não somente aos interesses do adotando.

As leis são claras e objetivas. O processo de espera muitas vezes torna-se tortura, mas quando concluído esse sentimento é substituído pela alegria da concretização de um sonho, de estar pronto para dar e receber amor.

A cada dia novas histórias enchem os olhos e o coração de muitos. Histórias irreverentes nos mostram que essa decisão não deve ser uma escolha de momento, é uma escolha de toda a família. A recompensa é imensa, mas tem as suas dificuldades e seus sofrimentos. Lembrando que, as crianças adotas possuem por lei, os mesmo direitos que os filhos biológicos.

Existem hoje vários grupos de apoio, tanto as crianças que ficam na espera da adoção, quanto as famílias que já estão nos tramites da adoção. Estar atendo aos seus direitos e das crianças mostra que essa não é somente uma decisão mas uma escolha de vida. Existem também, recursos didáticos, como livros, filmes que auxiliam no conhecimento do assunto e vários exemplos reais sobre as histórias de adotando e adotado.Conhecer e discutir são dicas e reações que se devem ter para dar o primeiro passo.

Filmes:

* Bogus, meu amigo secreto - Warner
* Os anjos entram em campo - Abril/Vídeo
* Segredos e Mentiras - Look
* O destino de uma vida - CIC

Livros:

* Abandono e Adoção, de Fernando Freire
* Adoção tardia: da família sonhada à família possível, de Marlizete Maldonado Vargas
* Adoção uma história de espera e amor, de Vera Miranda Gomes
* Laços de ternura, de Lígia Natália D. Weber


Há hoje uma consciência mais clara de que os caminhos escolhidos no passado não conduziram a soluções satisfatórias ao problema do abandono de criança. Assim como se sabe que não existem soluções rápidas e mágicas. A questão envolve o estabelecimento de complexas relações humanas de afeto e não está sujeita a simples fórmulas. A adoção, portanto, não constitui a solução, mas certamente uma das possibilidades indicadas para aqueles que parecem fadados ao abandono pela vida afora. Ela tem sido para muitas crianças a oportunidade de encontrarem o amor e florescerem; e para inúmeros adultos, o caminho que conduz à materialização de um sentido profundo de doação e realização pessoal. São histórias de amor que merecem ser conhecidas por todos nós.

Dra. Irene Rizzini, CESPI/USU/UERJ

" Enquanto houver injustiça social, preconceito e

as negações afetivas...jamais teremos paz na consciência!

A adoção deve ser de coração,

pois esse é um laço indestrutível e permanente".

Por Serena.




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Elvira do blog: Sexta - Feira
Adocao

Casei em 1966, e 2 anos depois de casada, comecei a estranhar, não engravidar. Fomos a uma consulta e começámos a fazer exames e mais exames, para ver se conseguia-mos um filho. Então descobriu-se que eu tinha um adenoma, e salpingite crónica. Por causa do adenoma eu tinha que ser operada e as hipóteses de engravidar depois seriam boas. Na altura, inicio do 1969, eu estava em Moçambique, na antiga Lourenço Marques, hoje Maputo. Na cidade do Cabo havia um bom médico, segundo me disseram. Fui para lá e fui operada por ele. Disse-me que dentro de um ano eu seria mãe, já que depois da operação nada mo impedia. Mas o ano passou e nada. Começaram de novo os exames médicos. Entretanto vim para Portugal, e depois fui para Angola, onde estive dois anos e voltei de vez em 1975, com a independência.
Entretanto os novos exames davam agora que eu tinha desenvolvido uma endometriose. Naquela época não haviam os tratamentos que há agora, e os que já havia, só em clinicas particulares e muito caros. Resolvemos partir para a adopção. Inscrevi-me na Santa Casa da Misericordia para adopção. Preenchemos uma bateria de papéis e ficámos a aguardar. Não pedimos menino ou menina, loiro nem moreno.
Não pedimos bebé, mas uma criança, de pouca idade. Mandaram-nos aguardar. Estávamos em 1975.
Em Julho de 1980, continuávamos na lista de espera, e no dia 12 disseram-me no mini-mercado, que um senhor aqui de Stº André, tinha sido abandonado pela mulher, e como não podia criar o filho, ia levá-lo para a Stº Casa, para ser dado em adopção.
Perguntei nome da rua e o nº da porta, e fomos meu marido e eu, lá a casa. Falámos com o senhor, que nos disse que tinha uma menina com 5 anos que ia viver com a avó. O menino tinha 15 dias e a avó era velha e não tinha saúde para o criar, e ele precisava trabalhar, por isso o ia dar. Pedimos-lhe se ele ia no dia seguinte connosco ao advogado e à Segurança Social para tratar de tudo legalmente, e se podíamos trazer o bebé nesse dia. Ele disse que sim.

Mas a burocracia é muita, também por aqui. O meu Filho tinha 15 dias quando o pai
no-lo deu. Ele fê-lo no gabinete do tribunal, na presença de um advogado e de um representante da Segurança Social, tendo assinado todos os papéis que lhe pediram. Mas como declarou abandono da mãe, durante 90 dias teve que andar um anúncio no jornal pedindo a comparência da mãe biológica. Só depois foi marcada uma audiência para o juiz decretar oficialmente o abandono por parte da mãe, e passar o poder paternal, para o pai. Então o pai teve que assinar de novo todos os documentos. E depois o Juiz disse-lhe que ele tinha um ano para organizar a sua vida e decidir se podia ou não criar o filho. Resumindo o bebé veio viver connosco com 15 dias e só com 17 meses depois do pai biológico ser chamado de novo à presença do juiz e ter repetido tudo, é que oficialmente começou o processo de adopção.
E depois mais um ano de adaptação, e eu pergunto adaptação a quê se o bebé desde os 15 dias de idade que não conhecia mais ninguém que não fossemos nós.
E o Pedro que veio viver connosco no dia 13 de Julho de 1980 (nasceu a 28 de Junho de 1980) foi-nos dado oficialmente como filho pelo tribunal, numa audiência no dia 18 de Novembro de 1983. E segundo nos disseram na altura, 3,5 anos e meio até foi pouco tempo.
Há tempos ouvi uma assistente dizer, que há crianças que nunca ´são adoptadas, porque quando está a terminar o ano de habituação à nova família, os pais biológicos aparecem a buscar a criança. Levam-nas dois ou três dias e depois entregam-na de novo na institruição. E a lei exige de novo mais um ano de habituação à familia adoptante. E quando acaba esse ano a história repete-se. Isto devia ser proibido. É um tauma para a criança e para o casal que pretende adoptar.
O Pedro não teve até aos três anos e meio, abono de família, nem qualquer outra ajuda, pois oficialmente não era nosso filho.
Como já expliquei o Pedro tinha quando nasceu uma irmã a caminho dos 5 anos. Na verdade ele nasceu a 28 de Junho e ela faria 5 anos no dia 28 de Dezembro.Essa irmã foi viver com a avó paterna. Quando estava com 8 anos ela esteve muito mal. Uma anomalia qualquer no fígado que a obrigou a uma intervenção cirurgica. A menina chorava que queria ver o mano, e o pai com medo que acontecesse o pioor telefonou-nos a pedir se excessionalmente deixávamos que eles se vissem.
Nós dissemos que sim, e no dia que ela saiu do hospital, veio a minha casa. Foi uma situação caricata, porque a menina se abraçou a um bebé de uma vizinha, de quem eu tomava conta a beijá-lo e a chamá-lo mano. Ela nunca mais tinha visto o mano e na cabecinha dela, o mano era o bebé e não o Pedro que estava a caminho dos 4 anos.
Quando o Pedro, começou a crescer e lhe contámos a história da vida dele, contámos-lhe também que ele tinha uma mana. Ele nunca aceitou a história da adoção e rejeitou a irmã. Como rejeitou toda a sua história, e começou a ter problemas de comportamento, procurámos ajuda profissional, primeiro com psicólogos, depois com psiquiatras,mas não serviu de nada. Quando a Ana Luisa atingiu a maioridade, pediu-me se podia ver o irmão. Eu disse-lhe que sim, mas contei-lhe que ele rejeitava a história da vida dele e que se ele não quisesse recebê-la, não podia fazer nada.
Ela veio cá a casa e ele fechou-se no quarto, trancou a porta, e só de lá saíu depois que ela saíu lavada em lágrimas.
Nunca mais tentou vê-lo. Isto aconteceu há 15 anos. Quando o Pedro tinha 20 anos começou a namorar a Mónica. Nunca lhe contou que era filho adoptivo. Quando o ano passado compraram casa e decidiram viver juntos, eu e meu marido resolvemos contar à Mónica. Ele não gostou muito, mas fizemos-lhe compreender, que ele não podia começar uma nova vida, ocultando a sua história à mulher. Por várias razões. E acabou por compreender
Esta é a história do Pedro, e a nossa história. Pode publicá-la.

Um abraço
Fazendo parte da blogagem: Adocao, um ato de nobreza!

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Adocao, uma experiência diferente




Alice do blog: Alice no País do Pensamento

ADOÇÃO - Uma experiência diferente -BLOGAGEM COLETIVA

Uma Experiência Diferente

Confesso: Hoje tenho algumas restrições quanto a adoção.

Por mais duro que isso pareça, não posso e jamais conseguiria, ser hipócrita o suficiente para dizer que aceito a adoção "ipsis ilitisis".
Adotar é um ato de amor, de desprendimento e de superação emocional em que devemos agir com total praticidade e racionalidade, avaliando a verdadeira realidade das vidas envolvidas para que não resulte em desencontros, traumas e ou rejeição.
Conheço e convivi com um caso de adoção onde um grande "efeito dominó" de erros resultou em desamor e decepção para ambos os lados.

É mais ou menos isso:

(Obviamente estarei ocultando os nomes dos envolvidos)

Uma certa senhora, tem uma certa empregada que certo dia engravida.
Essa senhora sempre gostou muito de "parecer" bondosa e generosa, sempre alardeando suas 'boas ações" aos quatro ventos.
Essa tal empregada já trabalhava na casa dessa senhora há um bom tempo, o que havia gerado confiança entre as duas.
A empregada rejeitou essa gravidez desde o momento que soube dela, e fez de tudo um pouco para que a criança não nascesse (jogou-se da escada, tomou remédios, etc etc etc...) apenas não tentou o aborto profissional (talvez por falta de dinheiro).
Quando a senhora e dona da casa, soube da gravidez e da rejeição, e por ver os atos que cometia essa empregada contra sua própria gestação, essa senhora comprometeu-se a adotar a criança que iria nascer.
Até aí, tudo bem.... ato generoso, compaixão, solidariedade.
Preciso expor alguns detalhes importantes:
A empregada era negra e pobre, a senhora era branca e rica.
A empregada era extremamente arrogante e viciada em remédios, a senhora era prepotente e vaidosa ao extremo.
A empregada continuou trabalhando na casa da senhora, e a senhora começa a jogar "na cara" da empregada o "favor" que ela estava fazendo adotando sua filha, e passa a pagar essa empregada "quando bem entendia".
Então nasce a criança, uma menina negra muito saudável e a senhora a toma em seus braços e no mesmo instante se apodera dela.
Os anos se passam, a criança começa a crescer e a senhora "mantém" a empregada em casa, agora acumulando o serviço de babá para a própria filha.
As duas eram como cão e gato (mãe e filha)... se odiavam literalmente.
A criança não aceitava nada que a verdadeira mãe fazia e a verdadeira mãe não fazia nada que fosse bem feito para a filha....enquanto isso, a senhora desfilava pelos "jardins" e pela alta sociedade em São Paulo com sua mais nova filhinha pretinha!! (quem olhava com olhos nus via uma senhora elegante e seu novo brinquedinho)
A criança se vestia com as melhores roupas, frequentou as melhores escolas e clubes de São Paulo, só andava de motorista, era insuportável em arrogância, e desde pequenina gostava de humilhar as pessoas - principalmente pobres e negros.
Cresceu, se tornou uma adolescente altamente problemática, se envolveu com bandidagem, traficantes e as piores espécies da sociedade.
Roubava dentro de casa, trazia seus amantes para dentro de casa, fugia, mentia e só gostava de brancos, afinal, dizia ela que negros só serviam para ser pedreiros.
O tempo passou, a senhora "pagou" todos os seus pecados com essa situação, a empregada (mãe verdadeira) finalmente foi embora e nunca mais deu notícias, e a menina adotada, engravidou.
Engravidou de um negro (que ela dizia odiar).
Rejeitou a criança igualzinho sua mãe havia lhe rejeitado....e pior, negociou a criança para vende-la no dia do parto.
Felizmente ou infelizmente, a venda não se realizou, e ela teve "que ficar " com a criança.
A família que a havia adotado, por não aguentar mais tantos desaforos dessa filha, a colocou em uma casa e fizeram com que ela tomasse conta de si própria e de sua filha, tendo que trabalhar para se sustentar (só não sei se fariam a mesma coisa com seus filhos verdadeiros).
A menina, que agora era uma mulher e mãe de uma criança, resolveu se prostituir profissionalmente para conseguir o dinheiro que precisava, e novamente se envolveu com o crime.
Os anos passaram-se, essa agora mulher , teve mais filhos além daquela que quis vender. Um que foi negociado com um argelino mediante dinheiro para que ele conseguisse permanência no Brasil, outro que ela não sabe quem é o pai ( feito na vida), e mais outros dois que ela diz que é de um homem quando na verdade sabemos que não é.
Agora ela tem 5 filhos, vive numa favela do Rio de Janeiro, continua odiando os negros, mas se diz casada com um, e continua roubando e se prostituindo.
A senhora que adotou hoje se arrepende da adoção. Teve seus bens roubados, sua casa invadida várias vezes, frequentou delegacias por causa dessa menina e no fim, abriu mão daquilo que ela dizia ser seu amor.
Não quer mais saber notícias sobre a menina-hoje mulher.... e diz que ela nunca existiu.
Dói na senhora, e certamente, deve doer muito mais na menina.
Vidas rasgadas, desfeitas,traumatizadas e rejeitadas.

Hoje, quando penso em adoção, penso em avaliar alguns fatores:

1- a pessoa não pode mesmo ter filhos?
2- a pessoa está preparada para adotar também os problemas que essa nova vidinha pode lhe causar?
3 - a pessoa que adota crianças de outras raças está preparada para as diferenças que podem vir a existir, ou aos preconceitos que poderá sofrer por isso ?
4- o amor por essa criança está embasado no amor verdadeiro ou é apenas caridade?
5- a pessoa saberá dividir o que é de seus verdadeiros filhos (caso existam - a herança)

...e mais uma série de perguntas que devem ser feitas dentro dos corações daqueles que se predispõe a um ato tão sério e tão eterno.

Adote sim, tenho que dizer isso, mas adote com a razão também e não somente com o coração.

Filho é para sempre, não dá pra jogar fora porque deu problema.
Observação importante:
Conheço famílias adotivas multi-raciais que deram mais certo que famílias naturais, conheço também uma linda e abençoada família alemã que hoje mora em Alagoas, que tem 11 filhos adotivos e apenas 2 naturais , quase todos multi-raciais ( descendentes de negros, japoneses etc) que são o verdadeiro exemplo de amor e cuidado, portanto, ADOTAR DEVE SER SEMPRE UM ATO AVALIADO PELA RAZÃO E CULTIVADO NO CORAÇÃO.
Deus abençoe a todos !!