quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Adorao, vitória


Soninha do blog: Roda de Prosa

Ao se aproximar o momento em que todos os participantes desta blogagem coletiva sobre adoção iriam postar seus textos, fiquei numa expectativa enorme.
Chegou o momento e estou muito feliz por poder participar deste movimento maravilhoso, encabeçado por Georgia e Dácio. Sou grata a eles que, direta ou indiretamente, nos convidaram a participar.
Em meu humilde texto, relato uma história verdadeira, relembrada com lágrimas quando a escrevi.
Entrego-lhes com muito carinho e respeito.
Obrigada! Muita paz!

Em nosso trabalho voluntário, lá no Centro de Assistência e Promoção Social Ana Vieira (CAPSAV), nos deparamos com muitas histórias. Especialmente lá na creche, somos obrigados a conhecer a história de todas as crianças e suas famílias.
O CAPSAV é constituído por 03 unidades, uma delas é a Creche Irmã Chiquinha que recebe, diariamente, 130 crianças de 0 a 4 anos, de famílias totalmente carentes. Porém, as mãezinhas têm de comprovar que trabalham e que não tem onde deixar seus filhos.
O fato de serem carentes no sentido material, não significa que todas as famílias que são assistidas sejam ignorantes. Têm mães e pais que estudam também, além de trabalharem.
Certa vez enfrentamos um problema muito dramático. Tínhamos, aos nossos cuidados, três crianças que ficavam lá na creche das 7 h da manhã até as 17:30 h, quando sua mãe, a Maria, ia buscá-los, após seu dia de trabalho. À noite estas crianças ficavam com o pai, pois a Maria estudava. Fazia supletivo para poder ter mais preparo. Ela queria melhorar de vida, ter um emprego melhor e, para isso, enfrentava a jornada de aulas noturnas, depois de um longo dia de trabalho pesado.
Esta mãezinha sofria de asma que lhe causava grande sofrimento. Fazia uso de medicamentos, inclusive, aquelas “bombinhas” com medicamento bronco dilatador. O pai, desempregado, fazia uso constante de alcoólicos, trazendo muitos aborrecimentos, não só à mãe como também às crianças e a nós, da creche.
Certa vez, numa sexta-feira, a mãe foi retirar as crianças e observamos que ela estava muito mal, atacada da bronquite asmática que lhe fazia sofrer muito. Debilitada ao extremo, percebemos o imenso cansaço e desespero desta mãe.
O seu filho mais velho, de nome Álvaro, já havia ficado alguns finais de semana na casa de uma de nossas diretoras, a Laura, que queria, justamente, colaborar com esta mãe que, aos finais de semana, tinha de arrumar sua casa, lavar as roupas das crianças e as dela e do marido, cozinhar, passar e tudo o mais que se tem a fazer em casa. O marido, sempre bêbado, em nada colaborava. Ao contrário, só trazia mais problemas com sua bebedeira, originando dívidas, brigas na rua e em casa, chegando inclusive a bater nas crianças e na mulher.
Laura estava se apegando demais ao menino Álvaro e ele a ela. O pai ficava muito enciumado e chegou, algumas vezes, a impedir que o menino ficasse com Laura.
Neste dia, na sexta-feira, quando vimos o grande abatimento da mãezinha, Laura ofereceu-se para ficar com o menino e a mãe negou dizendo que o pai havia proibido.
Na segunda-feira, logo de manhãzinha, recebemos as crianças como de costume. Sentimos a ausência daquelas três crianças. Ainda durante a amanhã, chega-nos a triste notícia. Maria, a mãe das três crianças, havia ficado muito mal na sexta-feira e durante todo o sábado. O marido, sempre fora de casa, bêbado, chegara somente no domingo, como costumava fazer. Os vizinhos relataram que as crianças estavam chorando muito, desde a noite de sábado e durante toda a madrugada. O homem abre a porta da casa humilde e se depara com o corpo da esposa, já enrijecido. Sim. Morta. Quem poderá dizer o sofrimento desta mãezinha, sem ar para respirar, usou o medicamento à exaustão. Seu coração não suportou o excesso do medicamento. Ela faleceu, tentando viver. As crianças, de tanto chorarem, adormeceram ao lado do corpo da mãe e só acordaram com o movimento e barulho do pai ao entrar em casa, junto com os vizinhos.
O desespero toma conta de nossa querida Laura. Todos nós, compadecidos com o acontecimento trágico, não conseguíamos atinar com as idéias.
Bem, foram dias tristes e semanas intensas de providências que tiveram que ser tomadas, dando assistência a esta família.
Durante este período, as crianças foram divididas entre familiares, haja vista a incapacidade do pai, por sua condição de alcoólatra. O menino maior, Álvaro, ficou em casa de Laura. Os outros menores ficaram em casa de parentes próximos.
Os dias corriam normais e Laura se apegava cada vez mais ao menino. O pai, enciumado, ia à creche e sempre fazia confusão, muitas vezes com discussão exacerbada sobre o menino e com nossa colega Laura. Um dia, Laura protocoliza, na Vara de Família do poder judiciário, o pedido de guarda desta criança e, após exaustivo processo, consegue a guarda provisória.
O pai, inconformado, passa a infernizar a vida de nossa querida Laura, entrando também na justiça para reaver a guarda do menino. O processo foi longo e doloroso. O menino, na época, estava com 4 anos de idade e no ano seguinte não poderia mais freqüentar a creche, pois nosso trabalho é dedicado a crianças de zero a 4 anos e 11 meses.
Sempre encaminhamos as crianças da creche quando alcançam esta faixa etária, para as escolas municipais de educação infantil, para onde o menino Álvaro seria encaminhado.
Com o processo em andamento, o juiz da Vara de família devolve a guarda ao pai que desaparece com as crianças e ficamos sem notícias por longo tempo.
Com imenso pesar Laura prosseguiu no trabalho redentor da creche, sempre lembrando do menino Álvaro e seus irmãozinhos, temendo pelo destino de todos.
Os anos se passaram. Oito anos, para ser mais exata. Numa manhã, iniciando os trabalhos da creche, surge no portão uma mulher com 03 crianças aos seus cuidados, uma delas, um pré-adolescente, loirinho e tímido. Ao ver Laura o menino abre um enorme sorriso e corre ao seu encontro, abraçando-a em prantos. No mesmo instante Laura reconhece Álvaro, agora tão crescido, com ares de homenzinho, nos seus 12 anos.
A alegria e emoção envolveram a todos os funcionários da creche. Todos queriam saber dele tudo o que havia se passado.
A mulher, que era a tia das crianças, relatou a triste história. O pai das crianças, quando obteve a guarda de Álvaro e dos irmãos, mudou de cidade. Voltou para seu lugar de nascimento, no nordeste brasileiro, sem destino, sem emprego, sem nada. Durante todo este tempo, fazia “bicos” para obter algum dinheiro e consorciou-se com várias mulheres, explorando-as de todas as maneiras, exigindo delas que cuidassem das crianças. Álvaro e seus irmãos sofreram todo tipo de maus tratos, passando até fome e sofrendo violências físicas, como surras e cárcere privado.
Esta tia havia prometido diante do túmulo da irmã querida que morrera deixando os filhos, cuidar deles ou, pelo menos, encaminhá-los para que tivessem educação e segurança.
Fez contatos com familiares das crianças, lá no nordeste e conseguiu o paradeiro deles.
Com ajuda de força policial, trouxe as crianças de volta para SP e nos procurou, na creche, a fim de ter a orientação necessária para bem cuidar dos menores.
Nossa Instituição a ajudou em tudo. Nossa querida Laura agilizou tudo para que as crianças menores pudessem ficar com a tia. Esta tia concordou que Álvaro deveria ficar com Laura de quem o pai jamais deveria ter tirado.
Após os trâmites legais, Laura, mesmo com 74 anos de idade, ganhou a guarda definitiva de Álvaro e a tia a guarda definitiva dos outros dois menores. O meritíssimo Juiz estabeleceu, também, a não aproximação do pai das crianças, sob pena de prisão, caso ele insistisse.
Hoje Álvaro já está com 16 anos e estudando o curso de ensino médio. Pretende fazer faculdade de Direito e abraçar as causas de família. Seus dois irmãozinhos também estão estudando e vivem felizes em companhia da tia querida.
Neste meio tempo, Laura ficou viúva, mas, sente-se feliz pela dádiva da vida, por tudo de bom que a vida lhe ofereceu e por Deus ter-lhe trazido Álvaro, seu filho adotivo amado, de volta. Com certeza ele cuidará de sua velhice com todo amor e carinho.

Fazendo parte da blogagem: Adocao, um ato de nobreza!

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Adocao



Bete do blog: Interagindo

Importantíssima a iniciativa da Geogia e do Dacio sobre a blogagem Coletiva: Adoção de Crianças e Adolescentes. Gostaria antes de tudo, parabenizá-los.


Fiquei pensando de que forma poderia contribuir, então lembrei de citar uma grande mulher que muito se preocupa com esse problema social: Sueli Pini, titular do Juizado Especial Central, da Comarca de Macapá.

Ela diz: “Adotar é um ato de amor e precisa ser exercido com extrema responsabilidade, mas há falta de informação que leva a discriminação”.

A magistrada, que vive a experiência de ser mãe adotiva( de 4 filhos), acredita que a informação deve ser repassada ainda na infância, por isso a importância de debater o tema nas escolas. Na tentativa de mudar este cenário, o Juizado Central estabeleceu uma parceria com duas escolas da capital, fornecendo todo o material didático da campanha “Mude um Destino”.

Em março de 2007, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançou a campanha Mude um Destino. Nesta primeira etapa, o objetivo foi chamar a atenção da sociedade para as condições de vida das cerca de 80 mil crianças e adolescentes que vivem em abrigos no País.

No momento que optei em participar da blogagem coletiva, não sabia o que dizer sobre alguma experiência vivida. Foi interessante, não lembrava, não me dei conta que o Jonanthan não é meu filho de sangue, adotado ainda que de forma não oficializada. O lapso se deu talvez pelo hábito de nunca falar sobre isso (até porque ele já não mais se de encontra neste plano, e sobretudo porque a relação cria raízes profundas. Então, posso garantir que não existe diferença entre os filhos biológicos e adotados.

É precisos pois, ver a adoção com um novo olhar, é fazer desse ato, um ato de amor e de transformação, e como diz o tema da campanha, é preciso mudar um destino, uma vida. É preciso ser consciente e contribuir para a formação desses pequenos seres, dando-lhes o suporte necessário para seu crescimento: uma família.

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Adopcao em Portugal



Joana do blog: Idéia Espírita


Apesar de há cinco anos a Lei sobre adopção em Portugal ter sido alterada e de, no terreno, um grupo de gente de boa vontade se ter disponibilizado para desbloquear todo o moroso processo e diminuir o tempo de espera dos casais dispostos a adoptar, o prazo de entrega das crianças permanece demasiado desesperante, rondando aproximadamente os cinco anos, tal como antigamente.


Usam-se argumentos como a falta de técnicos eficientes nas instituições para a recolha de informações sobre a adoptabilidade da criança, a ausência da passagem dessas recolhas ao Tribunal, a morosidade da justiça, a necessidade de uma eficiente avaliação dos casais adoptantes e mais um sem fim de causas prováveis para que, na essência, tudo fique na mesma.

A verdade é que o verdadeiro problema reside na MUDANÇA das mentalidades vigentes, num país em que a Lei privilegia os laços de sangue em detrimento do Amor e do Superior Interesse da criança, numa visão redutora do que seja esse SUPERIOR INTERESSE: o do DIREITO ABSOLUTO a um COLO.

Reduziu-se de 6 para 3 meses o tempo em que os pais biológicos PODEM abandonar os seus filhos numa qualquer instituição, sem que ao menos sejam OBRIGADOS a fazer um simples telefonema, mostrando o mínimo de interesse por aquela criança. Como se esses pequenos seres não carecessem diariamente dum pai ou duma mãe, resultando cada dia que passa em mais traumas e sofrimento!
Mesmo assim, os organismos envolvidos em todo o processo continuam a investir na recuperação da família biológica, defendendo a crença de que essa será sempre a melhor solução para a criança. Basta uma simples visita ou telefonema dum dos progenitores, antes do prazo legal terminar e tudo pára por aí, continuando a institucionalização por anos a fio, até que muitos percam a oportunidade de crescerem saudáveis e felizes no seio duma família a sério que os considerem únicos e especiais.

Diga-se que toda esta situação é conveniente para as próprias instituições que na aparência da caridade, vão mantendo os empregos de quem lá trabalha e vivendo dos subsídios que cada criança institucionalizada recebe do Estado, ou seja de todos nós. De Instiuições de Acolhimento passam a Instituições de Recolhimento, tal como afirma Luís de Villas-Boas, dirigente do Refúgio Aboim Ascensão e presidente da Comissão de Acompanhamento da Execução da Lei da Adopção, criada em 2003 e extinta dois anos depois: “…a adopção em Portugal continua bloqueada. Enquanto prevalecer o depósito das crianças em instituições que não são centro de acolhimento mas de recolhimento, enquanto houver gente que espera anos para ser avaliada, a situação continuará a ser muito complexa e muito difícil." DN 23.07.08
Leia aqui o artigo completo:

Durante esta semana os bispos vão discutir e aprovar na Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorre em Fátima até à próxima quinta-feira a ineficácia da Lei de Adopção, não para defenderem a agilização de todo o processo, mas Pasme-se! PORQUE (Ao que o CM apurou), os prelados vão defender alterações profundas à actual lei da adopção, por forma a que as questões estatísticas e os interesses de quem quer adoptar deixem de estar na primeira linha.

"Devemos proteger as crianças e não propriamente pensar naqueles que desejam ter uma criança como pais adoptivos. O maior bem, que é a criança, deve estar sempre em primeiro lugar", afirmou o padre Manuel Morujão, que hoje se estreia como porta-voz da Conferência Episcopal.
Mas o maior bem para a Criança - pergunto eu - não é GANHAR uns PAIS, sejam adoptivos ou os chamados "de sangue"?!

Nesta matéria, a Igreja mostra-se preocupada com o que diz ser o objectivo do Governo de "reduzir drasticamente" o número de crianças institucionalizadas, promovendo para isso todas as facilidades ao nível da adopção.” Correio da Manhã, 10 Novembro
Veja aqui
Compreende-se a "preocupação" da Igreja, pois estamos cientes de que é MUITO MELHOR para TODOS e, sobretudo, para a CRIANÇA que esta permaneça nas Instituições!!!

As “facilidades” que referem relativamente “àqueles que desejam ter uma criança como pais adoptivos” são estes andarem durante meses e anos a serem investigados por técnicas da Segurança Social, psicólogos, tribunais… que lhes visitam as casas, invadem a vida familiar e constroem todo um historial sobre essa gente suspeita de QUERER dar amor a uma criança que não é sua!!!

“A vida foi feita para amarmos e sermos amados!
Por este motivo, devemos decidir resolutamente
que, nunca mais, nenhuma criança seja objecto
de rejeição e desamor!”
Madre Teresa de Calcutá

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Adocao


Célia do blog: Esperanca e amor

Adocao

Georgia falou-me da Blogagem Coletiva sobre Adocao, e senti vontade de contar minha experiencia aqui no blog.

Depois de 3 anos tentando engravidar e nao conseguir, decidimos adotar uma menina lá do Brasil, de Fortaleza mais precisamente. Passamos 6 meses só preparando a documentacao, traducao pra o portugues de toda documentacao, além das visitas do Centro de Adocao pra verem se tinhamos condicoes de adotarmos uma crianca.
Com tudo pronto, viajamos pra Fortaleza, para passar um mes de ferias e fazer a adocao ao mesmo tempo. Visitamos algumas instituicoes e conseguimos uma menininha. Estava cheia de feridas na barriga, mas com um olhar que nos sensibilizou. Nos a levamos ao medico, recebeu a medicacao e ficou tudo saradinho. Estavamos encantados com nossa filha. Um mes depois, a mae se arrependeu e tivemos que devolver a nossa filha pra mae biologica. Vcs sabem o que isso pode representar pra nós? Foi terrivel.

Partimos a procura de outra crianca. Encontramos um mae bem jovem q nao podia criar a filha que nasceria um mes depois. Ficamos aguardando...e com isso o tempo passando. Chegou o grande dia. Nos a levamos ao hospital e ela ganhou a nossa filha. No dia seguinte, ela já estava conosco. Colocavamos ela na nossa cama,e deitavamos ao seu lado...admirando...agradecendo a Deus e pedindo pra nao se repetir o mesmo de antes com a outra menina. Estavamos com medo de ficarmos felizes demais.

O juiz deu inicio ao processo de adocao. Iamos lá no juizado com frequencia e nada acontecia. Nem sabiam onde e nem como estava o nosso processo. Comecamos a ficar angustiados. Dai uma pessoa me falou pra levar alguma coisa pra o pessoal que trabalhava la, pois assim, podia ir mais rápido. Um dia levei entao um bolo para o cafe da tarde. Pareciam outras pessoas que estavam lá. Depois desse dia, as coisas comecaram a andar. Fiquei pasma em ver como eles "escolhem" o trabalho a ser feito.

Passados alguns dias, o chefe do meu marido exigiu que ele voltasse ao trabalho. 3 meses já tinham se passado. Fui ao juiz pedir pra ele fazer a entrevista com ele, pois ele precisava voltar pra Suecia. Ele me respondeu, que nao podia. Kurt podia viajar, e qdo ele determinasse o dia da entrevista, ele voltaria ao Brasil. Saimos dali, lembro bem esse dia, sentamos num bar e comecei a chorar. No meio do desespero, lembrei de um tio advogado. Fomos lá. Contei tudo. Ele liga pra o juiz e marca uma audiencia no dia seguinte com ele. Lá fomos os tres. Chegando lá e ele nos viu com ele, foi logo dizendo:"é sua sobrinha? ela podia ter dito logo."Vamos fazer a entrevista amanha. Gente, que raiva nos deu em ver como eles trabalham. Se a pessoa tem um padrinho... tudo vai rápido. Fico imaginando esses estrangeiros, que viajam pra adotar uma crianca, que nao sabem a lingua...nao sabem como funciona a coisa...como devem sofrer.

Kurt fez a entrevista. O juiz marcou pra 1 horas da tarde, mas só nos atendeu as 17 horas. Passamos a tarde lá sentados esperando.
Bom, mas depois de todo esse sofrimento, recebemos a documentacao de adocao da nossa princesa.

Viajei pra Suecia com ela, e no aeroporto estava uma grande comitiva. Ela ganhou muitas flores e presentes.

Somos muito agradecidas a Deus por essa filha maravilhosa que ele nos deu. Ela sabe que nao veio da minha barriga e sim do meu coracao.

Foi uma "gestacao" sofrida...mas terminou bem. Hoje ela tem 16 anos. Ela foi uma filha desejada, que saimos a sua procura, e que ficamos muito felizes quando a encontramos.

Infelizmente, por tudo que passamos e vimos, nao tivemos coragem de adotar outra crianca.

Eu acho que as coisas poderiam ser mais fáceis...sem tanta burocracia... sem muito apadrinhamento...que todos tivessem o mesmo direito...que nao se precisasse dar alguma coisa, pra receber outra em troca...que as pessoas trabalhassem por amor tentando salvar uma crianca e dando, ao mesmo tempo, felicidades aos pais, que darao uma vida melhor a uma crianca que precisa.
Sou uma mae feliz...realizada e agradecida a Deus.





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Adocao


Sonia do blog: O cantinho da Borboleta Azul


Adocao

Para obter maiores informacoes sobre o assunto

Hoje gostar
ia de sugerir mais alguns sites muito bons e úteis para quem estiver interessado em adotar uma criança ou deseja se familiarizar com o tema. O primeiro é o blog ADOÇÃO CONSCIENTE. Vale a pena conferir!
Outro site muito útil é o do Conselho Nacional de Justiça que possui uma extensa parte dedicada ao recém-criado Cadastro Nacional de Adoção, inclusive com uma série de perguntas mais freqüentes sobre este assunto.
Este próximo blog é muito especial para mim pois foi nesta rede de pessoas que eu encontrei a Marcela. Aliás, devo dizer que existem voluntários neste Brasilsão que fazem toda a diferença neste processo. São pessoas verdadeiramente do bem e graças a Deus eu já encontrei várias em meu caminho. No blog Planos de Deus, você passa a conhecer histórias lindas de adoção e também pode obter informações, dividir experiências, etc.
Outro blog que vale a pena conhecer é o Adoção Tardia. Bem, o nome já diz tudo. Por fim, indico o excelente blog da Simone Aguiar chamado Adoção por amor. Gosto muito de acompanhar o blog da Simone por que ela também foi adotada e é maravilhoso sentir a perspectiva positiva de uma mulher adulta muito bem resolvida e feliz.

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Depoimentos sobre Adocao


Loba do blog: Loba




DEPOIMENTOS SOBRE ADOÇÃO

Outros depoimentos colhidos por e-mail e pessoalmente:

Eurico:
Coisa séria, a adoção. Coincidentemente, estou pensando em adotar com a minha nova companheira. Bem, o motivo principal é poder dar um lar a uma criança orfã ou desamparada. Depois, a alegria do convívio com esses pequeninos, que enchem a casa de ternura, de vivacidade.

Sara Nery:
Lobinha, andei lendo vários blogs a partir do que você me indicou e me pareceu que todas as pessoas são a favor da adoção. Mas quantas delas realmente adotaram ou adotariam uma criança e, principalmente, um adolescente?
Li um comentário no seu blog que me pareceu muito honesto. Uma pessoa que diz não poder adotar, mas que faz algo pelas crianças carentes. Talvez fosse bom fazer uma blogagem coletiva falando sobre as várias formas de exercitar a cidadania, contribuindo de forma efetiva para um melhor futuro destas crianças e adolescentes que sabemos nunca terão uma família.
Desculpe se saí do tema, mas acho oportuno pensar em todas as soluções além do discurso.

Juca e Maura:
Adoção é encontrar pais para uma criança que perdeu os seus. Não temos filhos biológicos e ao invés de buscarmos outros métodos, optamos pela adoção. Por que? Porque queremos ter filhos e a adoção é uma forma de ter filhos tão efetiva quanto a outra.

Julia – 28 anos:
Eu penso em adotar uma criança porque não posso ter filhos, mas as pessoas com quem falo disso sempre me desanimam. Vou aproveitar esta semana para ler mais sobre o assunto. Quem sabe fico mais segura.

Ceci:
"Quando tinha 45 anos, mesmo já tendo meus filhos crescidos e neto, pensei em adotar uma menina que fora abandonada pela mãe. Na época, uma das minhas filhas me fez ver o montante de compromissos que eu já tinha, e o que significaria assumir mais uma criança, pois eu já cuidava do neto, apoiando a mãe que precisava estudar.
E não tinha companheiro, parceria importante na educação de um ser humano. Hoje tenho dúvidas se foi um passo acertado não adotar a menina.
Mas se eu não tivesse tido filhos, com certeza teria adotado um par de crianças, para lhes oferecer o meu amor de mãe. E aprender com elas a ser mais humana.Teria adotado quando jovem, não hoje aos 70 anos. Mas, se hoje alguma criança fosse abandonada em meu lar, não a rejeitaria, iria cumprir meu papel enquanto tivesse energia. E o faria com amor."

Mariana:
Adotar uma criança depende apenas da vontade e capacidade de dar amor. Não só adotaria como é parte dos meus planos esta adoção. E isso foi combinado com meu marido antes mesmo de casarmos. Os laços do amor são mais fortes que os puramente biológicos.

Francisco Dantas:
Adotar uma criança é atitude de alto risco. Muito freqüentemente, as conseqüências são pesadas. Tenho vários amigos e conhecidos que, se pudessem, creio, voltariam atrás. Geralmente, são casos de incompatibilidade de gênio, insociabilidade, defeitos físicos, doenças muitas vezes graves, problemas psicológicos, agressividade, desejo obsessivo de querer reencontrar ou conhecer os pais biológicos. Etc.
De minha parte, que tenho uma filha adotiva, hoje já casada e mãe de família, o motivo que me levou a adotá-la foi o fato de ser filha de uma minha irmã, que faleceu, deixando aos cuidados de minha mãe duas crianças, ambas com menos de um ano de idade. Na impossibilidade de o pai assumi-las, minha mãe criou uma, e eu adotei a outra, com a qual nunca tive porblemas de relacionamento.
Creio que só essa condição é que me levou a adotá-la. Por outros motivos, que não o parentesco e essa condição excepcional de orfandade, eu não adotaria nenhuma criança. Jamais pensei em adotar outra(s) criança(s), com certeza, primeiro pelos motivos acima relacionados e, segundo, porque nunca me preocupei com isso. Tenho enteados, de um segundo casamento, criados desde pequenos e com os quais me dou muito bem.

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Adocao



Robson Ribeiro do blog: Poesia em Blog



Na vitrine do mundo

O tempo que passa por mim
é sempre distante.

Adiante,
a vida real:

em que ponto
da minha chegada
estavam as mãos
e os passos
que não me levaram
consigo?

A vida se passa aqui dentro
e não é breve,
simples como um sopro.

Ela,
é como a voz
que se cala
sempre que os olhos
do mundo
se fecham pra mim.

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Adocao, um ato de nobreza!


Adelino do blog: Mais ou Menos Nostalgia

ADOÇÃO, UM ATO DE NOBREZA!

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Quando Georgia e Dácio me convidaram para participar desta Coletiva, aceitei com uma certa reserva, pois o tema é controvertido, complexo, polêmico. E eu costumo externar o que penso mesmo sendo contrário à maioria das opiniões.

Conheço e conheci vários casos de adoção. Alguns deram certo, outros não. Prefiro falar de casos que deram certo. Um deles: eu tinha um
colega de trabalho, eficiente, compenetrado, muito maduro para a idade que aparentava, mas parecia-me uma pessoa triste, apesar da boa aparência e do emprego que lhe pagava razoavelmente bem.

Certa vez, realizando um trabalho em conjunto, eu lhe perguntei por que o seu nome era tão simples, composto apenas de dois nomes próprios, um de três letras e o outro, de cinco. Ele me contou que fora adotado por uma família maravilhosa, e que nunca lhe esconderam isto, inclusive que ele, recém-nascido, tinha sido abadonado à porta da casa dessa família. Tinha adoração pelos seus pais adotivos o que, aliás era um sentimento recíproco. Apesar disso, doía-lhe a sensação de que jamais poderia abraçar alguém como sendo verdadeiramente seu pai, sua mãe, seus irmãos ou irmãs, mas que este problema estava aos poucos sendo superado.

Casos como este existem aos milhares, milhões talvez. Quem adota uma criança recém-nascida corre o mesmo risco de ter um filho
legítimo, sangue de seu sangue, que no futuro poderá lhe proporcionar tanto alegria quanto tristeza. Só Deus sabe.

Você que está pensando em adotar uma criança pare e pense se já "adotou" a sua própria família, seus próprios filhos. E é tão fácil:
não tem burocracia, papelada, entrevistas, testes psicotécnicos ou psiquiátricos. Não tem de apresentar comprovante de renda, de residência, de nada. Basta um pouco de atenção, um telefonema, um e-mail, uma palavra de apoio, de incentivo. Experimente então “adotar” seus avós, seus pais, seus irmãos, seus tios. Dê-lhe o ar de sua graça pelo menos uma vez ao mês. Trate seus pais com carinho, respeito, “adote-os” enquanto estão perto de você, se não fisicamente pelo menos e m espírito. E seja amigo deles não lhes causando constrangimento e nem problemas.

E se pensamos em adoção com o propósito de ajudarmos a resolver o problema de crianças abandonadas na rua e nas portas de hospitais, parabéns para nós. Façamos isso. Mereceremos todos os aplausos e elogios. Mas não paremos por aí: escrevamos para nossos representantes no Congresso propondo leis que obriguem escolas de todos os níveis a ensinarem nas comunidades carentes e aos nossos jovens uma disciplina importantíssima cujo nome poderia ser “Mat ernidade e Paternidade com Responsabilida de”. Aí sim, nosso ato de nobreza estará mais do que completo.

Fazendo parte da blogagem: Adocao, um ato de nobreza!

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Filho adotivo




Valéria Kurak do blog: Reino das Letras

Filho Adotivo


A Tati dessintonizada está participando da blogagem sobre adoção promovida pelo pessoal do blog Saia Justa. Eu decidi participar também. Se você quiser fazer parte da ação, deve escrever um post sobre o assunto e mandar para eles até dia 15 de novembro.

Sempre que alguém fala comigo sobre adoção, uma canção sertaneja me vem à memória: Filho Adotivo do Sérgio Reis. Pois é, cresci ouvindo as músicas sertanejas que meu pai colocava no toca-fitas do carro, quando viajávamos para nosso sítio em Pirapora do Bom Jesus. Viajávamos muito para plantar alface, agrião, rúcula, mudas de árvores frutíferas e colher limões dos limoeiros plantados pelo antigo dono das terras. Minha infância passei entre praia e sítio ouvindo Sérgio Reis, Milionário e José Rico, Tonico e Tinoco e Zé Betil todos os dias de manhã: " Acorda gordo !!!!!! Joga água nele !!!!! " Bons tempos.

Aqui em Pirituba, antiga fazenda do Sr. Pereira Barreto, também local da antiga casa de campo da Marquesa de Santos, cultivávamos hábitos bem interioranos. Os habitantes daqui guardam até hoje muitos costumes e crendices do tempo em que tudo isso era mato. Pirituba, por exemplo, significa grande quantidade de taboas (vegetação de brejo encontrada onde hoje é a estação de trens). Nosso bairro, quase cidade, tem muitos casos de crianças adotivas e isso hoje é um orgulho para todos, mas nem sempre foi assim. Filhos adotivos não eram muito comuns, acredito que tenham sido novidade para muitos.

Há uns quarenta anos, um conhecido nosso adotou um menino, mas não quis contar-lhe que era adotivo, não quis estragar as ilusões infantis de família perfeita que o garoto tinha, mas claro, algo de diferente se notaria rapidamente, o garoto não tinha a mesma cor de pele dos pais. Pais estrangeiros, muito loiros, com um filho moreno, como pode? Bairro pacato, quase cidade do interior, todos sabem da vida de todos e querem dar lá seus pitacos. Qual não foi a surpresa quando o menino chegou chorando da rua por ter ouvido os coleguinhas cruéis, sim porque as crianças são cruéis você sabe, dizendo: "adotivo, adotivo, adotivo!!!"

A continuação da história você já deve imaginar... mas o que importa é que hoje ele é um homem feliz, casado, pai de família. Seus pais já não vivem, mas deixaram um grande exemplo de amor, abnegação e nobreza.

FILHO ADOTIVO

COM SACRIFíCIO EU
CRIEI MEUS SETE FILHOS
DO MEU SANGUE ERAM SEIS
E UM PEGUEI COM QUASE UM MÊS


FUI VIAJANTE, FUI ROCEIRO, FUI ANDANTE
E PRA ALIMENTAR MEUS FILHOS
NÃO COMI PRA MAIS DE VEZ

SETE CRIANÇAS
SETE BOCAS INOCENTES
MUITO POBRES MAS CONTENTES

NÃO DEIXEI NADA FALTAR

FORAM CRESCENDO
FOI FICANDO MAIS DIFÍCIL
TRABALHEI DE SOL A SOL
MAS ELES TINHAM QUE ESTUDAR


MEU SOFRIMENTO
AH, MEU DEUS VALEU A PENA
QUANTAS LÁGRIMAS CHOREI
MAS TUDO FOI COM MUITO AMOR

SETE DIPLOMAS
SENDO SEIS MUITO IMPORTANTES
QUE ÀS CUSTAS DE UMA ENXADA
CONSEGUIRAM SER DOUTOR

HOJE ESTOU VELHO
MEUS CABELOS BRANQUIARAM
O MEU CORPO ESTÁ SURRADO
MINHAS MÃOS NEM MEXEM MAIS




USO BENGALA
SEI QUE DOU MUITO TRABALHO
SEI QUE ÀS VEZES ATRAPALHO
MEUS FILHOS ATÉ DEMAIS

PASSOU O TEMPO
EU FIQUEI MUITO DOENTE
HOJE VIVO NUM ASILO
E SÓ UM FILHO VEM ME VER


ESSE MEU FILHO
COITADINHO, MUITO HONESTO
VIVE APENAS DO TRABALHO
QUE ARRANJOU PARA VIVER

MAS DEUS É GRANDE
VAI OUVIR AS MINHAS PRECES
ESSE MEU FILHO QUERIDO
VAI VENCER EU SEI QUE VAI

FAZ MUITO TEMPO
QUE NÃO VEJO OS OUTROS FILHOS
SEI QUE ELES ESTÃO BEM
E NÃO PRECISAM MAIS DO PAI

UM BELO DIA ME

SENTINDO ABANDONADO
OUVI UMA VOZ BEM DO MEU LADO

PAI EU VIM PRA TE BUSCAR
ARRUME AS MALAS
VEM COMIGO POIS VENCI
COMPREI CASA E TENHO ESPOSA
E O SEU NETO VAI CHEGAR



DE ALEGRIA
EU CHOREI E OLHEI PRO CÉU
OBRIGADO MEU SENHOR
A RECOMPENSA JÁ CHEGOU

MEU DEUS PROTEJA
OS MEUS SEIS FILHOS QUERIDOS
MAIS FOI MEU FILHO ADOTIVO
QUE A ESTE VELHO AMPAROU

"Adoção, um ato de nobreza!" - Blogagem Coletiva sobre adoção de crianças e adolescentes. Ocorrerá nos dias 10 a 15 de novembro de 2008. Participe! É só avisar sobre seu post no blog Saia Justa.

Fazendo parte da blogagem: Adocao, um ato de nobreza!

Caso nao queira seu post aqui, por favor fazer contato. Obrigada.

Adocao


Alê do blog: Adolescentes ibon (prov. 2:7)



Quando a Geórgia nos convidou para a blogagem coletiva sobre Adopção Um Acto de Nobreza gostei demais da iniciativa porque considero o assunto importantíssimo e uma das pessoas em que pensei imediatamente foi em minha amiga Solange, da nossa igreja.
Solange trabalha com a parte social da Orla, é agitada, sempre correndo prá lá e prá cá.
Há quase 10 anos atrás, quando já tinha 2 filhos biológicos Solange realizou um sonho.
Em meio a grande correria, na coordenaçao de uma creche que implantara na sua então igreja, a igreja batista do Maracanã (creche que ainda existe hoje e atende a 160 crianças) ela adotou uma criança.
Solange sempre falou que seria assim.
Samara foi abandonada e com 2 dias já foi acolhida por Solange.
Seu nome foi escolhido - Samara - guiada, protegida por Deus!
Solange fala sempre da importância da verdade.
Desde cedo, Samara soube sua história.
Afinal, muito esperta, queria saber "por que sou marrom-bombom e mamãe é loira??"
Algumas frases da Solange que me fazem refletir:
"Todo filho, mesmo biológico, precisa ser adotado!"
"Você pensa que vai abençoar, mas é você que é abençoado!"
Samara é uma benção para Solange!
Samara é uma benção para os seus irmãos!
Samara é uma benção para nós!
Samara tem comprometimento com Deus e com seus quase 10 aninhos trouxe alegria e surpresas incríveis para a vida de muita gente.
E a atitude da Solange com certeza, foi determinante para isso.
Não tenho dúvidas de que, quando você se doa, é você que é abençoado!
E a engrenagem que faz tudo isso funcionar é o amor!
beijos,
AlêFazendo parte da blogagem: Adocao, um ato de nobreza!

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Adocao é Amor!

Aninha do blog: O meu jeito de ser

Adocao é amor!


Prometi para a Geórgia que falaria algo, sobre a blogagem de adoção.

Confesso que não tenho particularmente nenhuma experiência para falar, porém tenho alguma pessoas de minha família, que fizeram adoção, e o que eu vejo, é que amor de pai e mãe, é uma coisa incrível.
Brota.
Quantos filhos você tenha, o amor, brota, cresce, incondicionalmente.

Ilda, minha cunhada, começou a cuidar de uma criança, ganhava para isso. O pai da criança precisava trabalhar, e a mãe havia abandonado pai e os filhos.
Frank, com 1 ano e meio.
E Frank foi ficando, as vezes o pai chegava tarde e não vinha apanha-lo, e foi ficando, até que o pai não veio mais.

Sem burocrocacia, sem papelada, apenas foi sendo deixado, segundo ele, aos cuidados de quem ele via já tinha amor pelo seu filho.
Não preciso nem dizer, que Frank conquistou a todos, que se transformou na paixão da casa.

Meu irmão e cunhada, tinha dois filhos. Frank foi o terceiro.
Alguns anos depois, com a autorização do pai biológico e da mãe que reapareceu, conseguiram a adoção legal.
Hoje com 14 anos, é o companheiro dos dois, uma vez que os dois filhos mais velhos já estão casados.

Amor por Frank? É impressionante, o quanto existe.

Mais dois casos na família, mais um irmão que adotou uma filha dessa mesma forma, e um sobrinho, que adotou um filho, este num abrigo para menores. Nesse caso, houve todo um trâmite da justiça, mas não acompanhei muito de perto.

Acho importantíssimo essa disponibilidade de amar, essa aceitação verdadeira que existe numa adoção.
Amor por uma criança, é muito fácil de sentir, eles são cativantes. Mas é também um assunto muito complexo.
Existe muito sentimento, as vezes conflitantes.

Digo isso, por que vejo muitas vezes, uma confusão de sentimentos do bem. Ele foi adotado.
Embora tenha certeza do amor, carinho, gratidão que sinta pelos pais adotivos, que já se foram, há o questionamento: Não teria sido melhor que eu tivesse ficado e crescido junto aos meus?

Foi separado da família biológica, cresceu longe da mãe e dos irmãos, e hoje sente uma certa distância dos mesmos. Por mais que queira se sentir próximo, não houve convivência, não houve por anos a fio cumplicidade, carinho e troca de amor.
Eu, particularmente, se pudesse adotaria não um, mais quantos fosse possível. A questão aqui no meu post, é a possibilidade de amar. E como eu disse no início, o amor brota, como planta em terra fértil, não acaba nunca.

Este post faz parte da blogagem coletiva proposta pela Geórgia e Dácio

Fazendo parte da blogagem: Adocao, um ato de nobreza!

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Adocao - Que tipo de pai ou mae você quer ser?


Iza do blog: Diário de Iza


Professoras de criancinhas tem de ser como mães, não podem escapar disso. Uma vez perguntei a uma colega sem filhos, porque não adotava um filho e ela disse: "Me sinto mãe de meus alunos, de todos que passaram por mim". E realmente é assim... acabamos por dedicar mais tempo aos alunos do que aos filhos em casa. e nos sentimos mães. Aos meus alunos, corrigi-os até mesmo na rua. "Professora eu não tô na aula". Amanhã, na aula falamos sobre isso.

E para falar sobre isso, a adoção e o tipo de pai ou mãe que se quer ser que aceitei com todo carinho participar da blogagem coletiva. Adoção, um ato de nobreza. A convite de Geórgia e Dácio que fizeram um blog exclusivo para isso o blog-blogagem.

Se você quer ter um filho precisa escolher o tipo de pai ou mãe que quer ser. Isso vai influenciar em todo processo de construção da personalidade da criança a ser adotada.

Frequentemente ouço pessoalmente ou os colegas me falam de frases de pais ou mães que ( conscientes ou não que a criança esteja ouvindo tudo que estão dizendo) dizem:

  • "Não, o Betinho não é meu filho verdadeiro, a mãe dele , deu ele para mim criar e eu não sei o que faço com ele. A senhora é quem sabe, quer puxar orelha pode puxar."
  • "Professora, a Clarinha não sabe que é filha adotiva, estou dizendo para a senhora porque alguns vizinhos sabem, espero que quando ele estiver com quinze anos compreenda melhor quando eu disser que a mãe verdadeira não sou eu."
  • "Tu já sabes, se não te comportares bem em aula , te mando para o teu pai verdadeiro e com ele é na base da porrada."
  • "Peguei essa criança para criar quando ela tinha dois meses, os pais estão presos, sempre disse que não era a mãe verdadeira e agora ele está apresentando uma série de problemas que não consigo resolver. Quando ele fizer 18 anos...vai para rua, não quero nem saber.
  • A Maria, professora, não é minha filha verdadeira, é muito diferente dos filhos que saíram da minha barriga. Saiu igual a mãe verdadeira, uma ladra.
  • O Miguel soube aqui na sala de aula que não é meu filho legítimo, quero saber quem contou, professora/ agora ele não quer vir mais a aula.

As frases acima são frases de pais que não estão preparados para adotar ou criar uma criança. Confundem a ideia de ser pai ou mãe. analisam apenas a parte biológica do processo.
Para adotarmos ou gerarmos um ser temos que levar em conta a dificuldade que possamos ter com as definições: Pai ou mãe verdadeiros ou de criação. Pai ou mãe biológico ou pai ou mãe psicológico.
O estado de ser pai ou mãe é valorizado e compreendido se psicologicamente nos sentirmos pais ou mães daquele ser que está aos nossos cuidados.
Existem coisas que se respeitadas desde o início da criação ajudarão muito tanto a você que deve sentir-se pai ou mãe de verdade quanto a compreensão da criança quanto a sua identidade.
Sempre que surgir a oportunidade e surge bem cedo, muitas vezes aos cinco anos, conte através de uma historinha que existem mães que carregam os filhos na barriga e outras mães que não podem carregar seus filhos na barriga e os escolhem e que ele ,o filho psicológico, foi escolhido por ela e seu marido.

  • Não diga por aí que não teve filhos verdadeiros, porque tudo que não é verdadeiro automaticamente passa a ser de mentira e seus filhos adotivos irão pensar que são de mentira. Imagina a confusão que isso há de causar.
  • Ser pai ou ser mãe está muito além da união do óvulo com o espermatozóide.
  • Para ser um bom pai e uma boa mãe independente deste filho ter sido gerado ou escolhido em um berçário é estar psicologicamente preparado para sentir-se pai ou mãe.

Conheço um casal onde a mãe solteira na época teve um filho e o pai nunca quis saber da criança. A mãe demorou uns seis anos para conhecer uma novo homem. Este homem é o amor da vida da mãe e foi sentindo-se pai psicológico da criança chegando até a registrá-la no nome dele. A união dos três e as verdades não escondidas fez com que aos 25 anos, este filho saiba quem foi o dono do espermatozóide que engravidou a mãe mas, para ele pai verdadeiro é o psicológico, ou seja, aquele que cria.

Se você está naquela ansiedade, há muito tempo, para engravidar ou ter um filho de sua própria biologia lembre-se:

Ser pai ou mãe vai além de saber como é o rostinho da criança que nasceu de seu útero, de seu espermatozóide.

Você precisará estar psicologicamente preparado para isso também.

E quem sabe, as coisas não se tornem mais fáceis se você adotar, porque além de ser um ato de nobreza, psicologicamente não há diferença nenhuma é é isso que toda criança deve saber ao ser adotada.


De qualquer maneira o filho que criamos é nosso; é sempre verdadeiramente nosso filho.
Beijos!


Uma observação muito importante feita por Georgia, que não posso deixar de colocar aqui:

Concordo com você que pais adotivos devem desde cedo contar a eles através de
uma historinha que ele tb é adotivo. No seu texto vc diz que há maes que podem
trazer filhos na barriga; eu acrescentaria que maes que nao podem trazer filhos
na barriga, podem trazê-los no coracao, é lá que ele cresce no momento em que se
deseja adotar.


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Adocao, um ato de nobreza!



Xandih do blog: [reticências]

Adocao, um ato de nobreza!

Esta é a semana da Blogagem Coletiva. É a minha primeira participação (y)

O tema da vez é Adoção e muitos blogs farão posts sobre o assunto durante toda esta semana. Ao final do post você pode acompanhar todos os blogs que participarão.

Bom, como eu não tive nenhuma experiência com adoção em toda a minha vida, nem faço idéia de como proceder, é justamente sobre isso que eu vou escrever: O que é preciso para adotar uma criança?

Acredito que muita gente tenha essa dúvida e talvez a falta dessa informação, ou melhor, o fato dessa informação não ser de tão fácil acesso, seja um dos motivos pela decisão das pessoas em desistir de adotar.

Pesquisando esse assunto, encontrei no Adoção Brasil um FAQ explicando justamente isto :)

Então, vamos às perguntas:

  1. Como deve proceder a pessoa que deseja se inscrever como pretendente a adoção?
  2. Primeiramente, deve se dirigir ao Fórum de sua cidade ou região, com o seu RG e com um comprovante de residência. Receberá informações iniciais a respeito dos documentos necessários para dar ontinuidade ao processo. Após análise e aprovação dos documentos, entrevistas serão realizadas com a equipe técnica das varas da Infância e da Juventude, que consiste de profissionais da área da psicologia e do serviço social.

  3. É possível se inscrever em mais de uma Vara e em regiões que sejam distantes do endereço
    de residência do adotante?
  4. Isto varia de estado para estado. O Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (SIPIA III), que é um sistema nacional de registro e tratamento de informação, foi criado pelo Ministério da Justiça para subsidiar a adoção de decisões governamentais sobre políticas para crianças e adolescentes, garantindo-lhes acesso à cidadania no que diz respeito à colocação familiar, na forma de adoção, seja por pretendente nacional ou estrangeiro. Sua implementação permitirá a necessária centralização de dados em todo o território nacional.

  5. Pode-se adotar por procuração?
  6. Não. De acordo com o ECA, é vedada a adoção por procuração.

  7. Qual é a função das entrevistas?
  8. As entrevistas visam conhecer as reais motivações e expectativas dos candidatos à adoção. A preocupaçãoda equipe técnica das varas da Infância e da Juventude, psicólogos e assistentes sociais, é de buscar, por meio de uma cuidadosa análise, se o pretendente à adoção pode vir a receber uma criança na condição de filho. A partir disto, as entrevistas objetivam conciliar as características das crianças/adolescentes que se encontram aptas à adoção com as características das crianças pretendidas pelos adotantes; identificar possíveis dificuldades ao sucesso da adoção e fornecer orientações. Por exemplo, às vezes os candidatos à adoção não podem ou não desejam fazer uma adoção nos moldes tradicionais, porém, gostariam de ajudar crianças/adolescentes. Nestes casos, eles serão orientados a encontrar outros caminhos, como a guarda, os sistemas de apadrinhamento e a realização de ações solidárias. Aos profissionais que trabalham com adoção cabe a responsabilidade de entregar crianças que estão sob a guarda do Estado, cuidando para que a adoção se processe dentro de padrões éticos.

  9. O candidato reprovado pode se inscrever novamente?
  10. Os candidatos reprovados estão subdivididos em dois grupos: inaptos e inidôneos. Os inaptos são aqueles considerados insuficientemente preparados para a adoção. Estes poderão ser indicados para alguns serviços de acompanhamento, apoio e reflexão para candidatos à adoção e poderão ser reavaliados futuramente pela Vara. Já os inidôneos são aqueles que cometeram faltas ou dee que representariam riscos para a criança que viessem a adotar. Estes são excluídos definitivamente do cadastro de pretendentes à adoção.

  11. Quais os motivos mais comuns para que a Vara encaminhe o pretendente para os grupos de reflexão?
  12. São vários. Por exemplo, os profissionais da Vara podem perceber que a expectativa do pretendente à adoção é que o filho possa manter um casamento que está em crise. Outras vezes, os pretendentes vivem um grande luto e imaginam que, pela adoção, este processo poderá ser atenuado. Às vezes, ainda não se esgotaram todas as possibilidades do processo de gravidez, mas, pela ansiedade do processo, o casal pensa que, adotando, consiga relaxar e, posteriormente, engravidar. Embora não sejam necessariamente motivos impeditivos para se adotar, a cada caso, o psicólogo e a assistente social avaliarão se é necessária uma maior reflexão sobre essa motivação.

  13. Após ser considerado apto para adoção, quanto tempo leva até que o candidato encontre uma criança/adolescente que se adapte ao seu perfil?
  14. É muito variável. Inicialmente o candidato passa a integrar o cadastro de habilitados. O estudo psicossocial será confrontado com o cadastro de crianças disponíveis à adoção daquela comarca. É muito mais fácil encontrar uma criança que se adapte ao perfil de um candidato que tenha poucas restrições quanto à criança/adolescente que se disponha a adotar. De todo modo, depois de uma apreciação favorável da criança indicada pelos profissionais da Vara, o pretendente poderá encontrar-se com ela na própria Vara ou no abrigo, no hospital, conforme a decisão do juiz. Após este momento, o processo varia, respeitando-se as condições da criança. Recomenda-se uma aproximação gradativa, tendo em vista que a adoção é um processo mútuo, que exige tanto uma despedida dos vínculos estabelecidos até então, quanto um tempo de construção de novas relações. Segundo o ECA, se a criança tiver menos de um ano de idade ou se já estiver na companhia do adotante com vinculação afetiva suficientemente constituída, este estágio será dispensado. No caso de adoção internacional, este estágio deverá ser cumprido em território nacional e ser de, no mínimo, 15 dias para crianças de até 2 anos de idade e de, no mínimo, 30 dias para crianças acima de 2 anos. O estágio de convivência é acompanhado pela equipe psicossocial por meio de entrevistas periódicas. A sentença judicial de adoção será lavrada somente após o término do prazo estabelecido pelo juiz.

    Repentinos desacolhimentos, quando os fortes vínculos estabelecidos entre criança e abrigo são drasticamente quebrados, comprometem novos investimentos amorosos da criança/adolescente, além de causar muito sofrimento para os que ficam: colegas e cuidadores.

  15. Quais os requisitos para adoção internacional?
  16. Comprovação documentada do país de domicílio de habilitação para adoção, segundo a legislação local; estudo psicossocial realizado por agência especializada e credenciada no país de origem; estudo prévio e análise dos documentos enviados para a CEJA/CEJAI e estágio de convivência entre adotando e adotado.

  17. Em que circunstâncias o adotando tem o direito de consentir ou discordar da adoção?
  18. A adoção dependerá da concordância do adotando quando ele tiver mais de 12 anos de idade. Porém, independentemente da idade, sempre que possível, deve-se considerar a opinião da criança ou adolescente. É importante que se possa investir na formação de um vínculo afetivo entre a criança e os candidatos a pais adotivos antes de concluído o processo de adoção. A aproximação gradativa e o estágio de convivência, previsto no ECA, têm essa finalidade.

  19. Quem adota pode escolher a criança/adolescente que quer adotar ou é obrigado a aceitar aquela que lhe destinam?
  20. O candidato deve ser o mais sincero possível ao explicitar suas expectativas e motivações em relação à criança/adolescente que venha a adotar e quanto a suas restrições. Isto possibilitará que os profissionais da Vara busquem encontrar um melhor arranjo possível, evitando desentrosamentos entre crianças/adolescentes e seus futuros pais. Se o pretendente não aceitar adotar nenhuma das crianças ou adolescentes que estão disponíveis para adoção, poderá optar por aguardar até que apareça uma que melhor corresponda às suas expectativas e motivações.

  21. Que procedimentos favorecem a constituição de vínculos afetivos entre o adotando e os candidatos a pais adotivos?
  22. A lei determina um estágio de convivência entre adotado e adotante, considerando-se que a separação do ambiente anterior e a criação de novos vínculos demandam tempo. Especialmente quando a criança/adolescente está há muito tempo institucionalizada, este tempo deverá ser ainda maior, pois ela aprendeu a se reconhecer nesta instituição, com um sistema de regras, normas e valores específicos, que são parte constituinte da sua subjetividade. É importante respeitar o tempo que ambos os lados, criança e família, levarão para responder às diversas questões que poderão emergir nesse encontro.

    Todos os pais, adotivos ou biológicos, assumem riscos, criam expectativas e sonhos em relação aos filhos. Surpresas, dificuldades e decepções sempre poderão ocorrer, de ambas as partes. Diante das dificuldades encontradas, alguns pais experimentam a fantasia de devolvê-los. Apesar da irrevogabilidade da sentença da adoção, a devolução da criança ou do adolescente é uma realidade em alguns contextos da adoção e compromete a continuidade do vínculo pais/filhos. A ameaça de que venha a ser devolvido imprime na criança/adolescente uma reedição de sua vivência de abandono, trazendo dor e sofrimento a todos os envolvidos.

  23. Como se dá a legalização da adoção?
  24. Sendo lavrada a sentença, a criança/adolescente passará a ter uma certidão de nascimento na qual
    os adotantes constarão como pais. O processo judicial será arquivado, e o registro original do adotado
    será cancelado. Contudo, considerando-se que a história de uma criança não pode ser apagada, o
    juiz autoriza ao adotado, a qualquer momento que este desejar, consultar os autos que tratam de sua
    origem e de sua adoção. Na sua nova certidão de nascimento a criança passará a ter o nome escolhido pelos adotantes e seu sobrenome. Uma vez que a troca de nomes é uma operação bastante delicada,
    os profissionais da Vara da Infância buscam ajudar nesta fase de transição.

  25. Quais são os custos financeiros para o processo de adoção?
  26. A inscrição, a avaliação e o acompanhamento, realizados por instância oficial, são absolutamente
    gratuitos. Caso os interessados optem por recorrer a serviços externos (psicólogos, médicos, etc.), ao
    setor público, terão que pagar os honorários cobrados.

  27. Qualquer pessoa pode ter acesso aos dados de um processo de adoção?
  28. Não. O processo de adoção tramita em segredo de justiça. Apenas o adotado pode ter acesso às suas
    informações, assim mesmo, somente após autorização judicial. Pais biológicos destituídos do poder
    familiar não têm acesso a esse material.

  29. A mulher que adota tem direito à licença maternidade?
  30. Sim. A licença maternidade para mães adotivas, regida pela CLT, foi concedida após a entrada em
    vigor da Lei 10.421/02. A mãe adotiva tem o direito à licença maternidade proporcional de 120 dias
    no caso de adoção de criança de até 1 ano de idade; 60 dias no caso de adoção de criança a partir
    de 1 ano até 4 anos de idade e 30 dias no caso de adoção de criança a partir de 4 anos até 8 anos.
    O direito de salário-maternidade é estendido à mãe adotiva. Com relação à estabilidade de emprego,
    que é concedida à gestante, não se aplica no caso de mãe adotiva.

  31. O homem que adota tem direito à licença paternidade?
  32. Sim, de 5 dias.

Fonte: http://www.adocaobrasil.org/

Fonte da Fonte: Cartilha Adoção Passo a Passo da AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros (click aqui para fazer o download da cartilha completa), desenvolvida pelo Grupo Acesso - estudos, intervenções e pesquisa sobre adoção da clínica psicológica do Instituto Sedes Sapientiae. Coordenação: Márcia Regina Porto Ferreira e Maria Luiza de Assis Moura Ghirardi.

Bom, é isso aí. Espero ter ajudado alguém que tenha interesse no assunto mas que nunca teve oportunidade de saber ao certo o que fazer.

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Adopcao, um acto de nobreza!


Milouska do blog: Mílouska
Outros Caminhos
Outros caminhos...

Outros caminhos...



Os olhos do nosso filho


Os olhos do nosso filho


São ainda de cor incerta
Não sei sequer se existem
Vão ser de Deus uma oferta

Existem na minha alma
Cravados no meu semblante
Os olhos do nosso filho
Que teve nascer errante

Foste esculpido a preceito
Nas entranhas de outro ser
Não vais sorver do meu peito
Este meu longo querer

E nestas voltas da vida
Cuidou-te Deus sem saber
Para que não herdes no sangue
Este meu estéril sofrer

Não vais nascer de mim
De outro ventre virás
Mas filho da minha alma
Tão amado serás!

E nesta triste incerteza
Me pergunto em desalento
Já nasceste de alguém?
Ou é Deus que te traz?

Ala dos Reis



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Abandono



Sonia Horn do blog: O Cantinho da Borboleta Azul






Abandono

Algo que muito me choca são as notícias recorrentes de crianças sendo abandonadas e descartadas como se fossem lixo. Algumas acabam morrendo por conta do tipo de crueldade que sofrem.
Um dia desses estava fazendo uma pesquisa em jornais pela internet e coloquei no google as palavras "criança abandonada" e o que era de se esperar foi compravado pelas notícias de diferentes jornais do país: de norte a sul, crianças são deixadas nos lugares mais estranhos.... e eu questiono: por que? Se existem tantas pessoas na fila de adoção, por que as mães que não podem ou não querem criar seus filhos, acabam optando por deixá-los desprotegidos, sacrificando-os ou até mesmo matando-os?

Eu mesma tenho uma prima que está na fila de espera há uns 2 anos, como eu fiquei, e até agora nada... E longe de pensar que ela está a espera de uma menina de olhos azuis e bebê pois não é este o perfil que ela deseja, pelo contrário, deseja uma menina sim por já ser mãe biológica de um menino e desejar muito ter uma filha, porém esta menina pode ter 3, 4, 5 anos...
O pior é que o abrigo está repleto de crianças nesta faixa etária, mas como disse no primeiro post da blogagem coletiva, alguns casos são complicadíssimos por que enquanto os pais biológicos não perderem o pátrio poder sobre aquela criança, a mesma fica presa aquele destino de viver no abrigo por muitos e muitos anos. E muitas vezes existem três, quatro irmãos e quando estes são criados juntos, seria total crueldade adotá-los separadamente. Conheço alguns poucos casos, onde este fato ocorreu, mas não é comum. Se não há vínculo entre os irmãos, a justiça tende a colocá-los separadamente para adoção, pois convenhamos, é muito mais difícil 3, 4 irmãos serem adotados juntos do que um ou dois juntos. Mas por outro lado, seria uma covardia separá-los se foram criados juntos.
É importante que as mulheres que não desejem ficar com seus filhos doem-nos legalmente para que estas crianças não sofram.

*** Dica de site sobre adoção muito bom: Quintal da Casa de Ana <http://www.quintaldeana.org.br/>


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