quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Adocao



José Jaime do blog: CAFÔFO DO VOVÔ




Nesta blogagem sobre adoção aproveito para postar um texto da minha mulher que relata o nosso caso inédito de ADOÇÃO. O texto foi escrito quando havia se passado dezesseis anos, mas agora no dia 13 de novembro de 2008, às vésperas do “DIA DA ADOÇÃO” Sissi comemora o seu QUADRAGÉSIMO aniversário e hoje, viúva, vive com sua filha Luana a dois quarteirões da nossa casa.
É uma forma de homenagear minha mulher, este ser iluminado, que é meu porto seguro, companheira para qualquer hora e qualquer situaçõa que dá conta de uma família de 15 pessoas entre filhos e netos e que ainda encontra tempo para levar carinho e palavras de incentivos além da família, mas para não me estender sugiro que dê uma passadinha pelo blog dela e se deliciem com seu jeito de ser e de relatar os fatos.

http://meucantin5.blogspot.com/

Com meu amor, respeito, carinho e admiração.
Beijos
José Jaime



Nossa Família hoje.

Moça pequenina, feinha e falante, de nome curto e sem graça, Nilda. Indo sem preocupação outra, que não fosse seu casamento já marcado. Feliz, sempre sorridente, ia e vinha diariamente das aulas que dava numa fazenda, perto de uma cidadezinha, “zinha mesmo” em Minas. Nilda sempre falava muito no destino, acreditando firmemente que ele existe.
Numa manhã chuvosa, mas calorenta, Nilda fez seu percurso normal. Lã adentrando, que espanto! Um bando de ciganos: Ciganos enormes, bonitos e elegantes, mas lançando em seus olhares desconfiados, um certo temor. Os ciganos se faziam transportar por enormes cavalos, altos e de marcha elegante como se fossem ensaiados por seus montadores, pois 0 chão era 0 mesmo, do homem para 0 animal que andava galante.
Meio assustada, com mais de cem integrantes entre homens mulheres e crianças, Nilda chegou a sala de aulas alegre de cartazes, e energizada pelas crianças, que até hoje são paixão para ela...
Faltava uma, que era a mais velha de sua turma, Irene. Onde esta Irene? Perguntou Nilda.
A resposta veio de imediato, como por encanto, Irene apareceu correndo como corisco, Falando aos sopros, causados pela correria anterior.
Dona Nilda, a senhora a credita que uma cigana está tendo nenê e se for menina ela vai jogar no açude?
- 0 quê? Disse Nilda.
É sim, uma cigana mais velha me contou que todas as vezes que alguma mulher vai ter filho 0 grupo acampa perto de rio, açude, enfim onde haja água. Sabe porquê? A criança tem que ser do sexo desejado pela tribo para acasalar com 0 último bebê já nascido.
Irene: Volte lá,Irene, mas fique por perto, quando nascer me chame.
Mas, Irene, mal tinha saído e já estava de volta com um recém-nascido no colo.
Que cena! Nilda jamais esqueceu aquele quadro emoldurado por um solzinho branco e leve, resultado de uma chuva de verão que caíra momentos antes.

Eram 9 e 10 da manhã. Nilda colocou toda sua eletricidade para funcionar. Num segundo, arranjou um cobertorzinho com os colonos, envolveu 0 nenê e com seu já amor materno correu para a rodovia lembrando que ali bem perto existia a “Residência” do DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem), neste momento depara em pleno pátio da Residência com 0 Dr. Luiz, engenheiro chefe da Residência e temido pelo seu porte austero... Este homem imediatamente colocou a única viatura disponível para o mais perto socorro do nenê.
Nilda num carrinho que presta serviços de recapeamento asfáltico da estrada, sob os olhares curiosos e penalizados dos trabalhadores, que mal acreditavam naquela história que Nilda traçava rapidamente~ entre Um sorriso trêmulo e o morder nos lábios~ que ainda hoje conserva como cacoete.
Começa um novo ato na vida de Nilda. Dali a uns poucos quilometros chega a Matias Barbosa. Imediatamente procurou a pessoa mais indicada, a irresistível D. Neneca. Parteira da cidade toda, dedicada, alegre, responsável e acima de tudo consciente. De aparência frágil, pelo seu corpo fininho e pelos anos de vida que já lhe eram pesados. Ah! Que saudade! Velhinha levada da breca; fazia as pessoas mudarem de humor sem fazer força. Foi-se deste mundo para a atmosfera sagrada, com o encontro com Deus. Nilda não se esquece dela, à noite em suas preces.
Encontrando com D. Neneca, foi um rebú. Não vou mexer nela aqui. Vamos para 0 Lactário, disse ela.
Foram andando, e daí a pouco, a cidade inteira estava em procissão atrás delas. Aquela coisa de cidadezinha. 0 segredo vira comício em um segundinho só. No lactário, não coube todo mundo e suas curiosidades.
D. Neneca, muito ativamente, achou melhor banhar o nenê para tirar bem as folhinhas de capim e o estrume que já haviam secado na pele pelo nascimento em contato com o paste que amparou os primeiros momentos de vida. Mas, a casa onde funcionava 0 lactário, estava tão cheia, que mal se podia mexer lá dentro. Era só D. Neneca dizer: quero isso, e o pedido vinha em dobro, triplo ••• como se esfregasse uma lâmpada de Aladim.
Depois dos primeiros socorros, entre eles amarrado menor o cordão umbilical, e cortado o excesso, que era enorme; Nilda e D.Neneca foram arrumar algumas roupinhas de nenê. Não foi necessário muito esforço, logo começou a aparecer trouxinhas e mais trouxinhas de roupa, vindas de todas as camadas sociais. Foi um verdadeiro apelo sem pedidos, um socorro sem náufragos.
E Nilda, que já havia dado um susto em sua mãe, que mal acreditava no que via, mesmo estando com a menina em seu colo, e já muito acostumada com os blefes de Nilda. Aliás Nilda já estava mesmo sem credibilidade, já havia telefonado a seus tios e sua irmã, que mesmo não acreditando, apareceram depois, sorrateiramente, como se nada quisessem.
Nilda partiu para a cidade grande, a bela Juiz de Fora, onde procurou o pediatra amigo antigo d família: Dr. Vianello Martins, que cuidou do nenê e deu todas as dicas necessárias.
Depois de tudo resolvido, pelo menos a princípio, Nilda enfrentou em sua casa a fila de curiosos que não tinha fim. Todos queriam ver se “ciganos” era igual a gente.
Com a ajuda incansável e competente do Juiz, Nilda ficou com o nenê, sob a guarda de sua mãe, sempre amiga, que por sua vez a adotara 19 anos atrás.
Passara-se dezesseis anos, e hoje Nilda casada, com mais 4 filhos gerados, com casamento feliz, de amor de criança. Seu marido José, personagem principal, deu a menina seu nome, seu amor que se alonga desde 1968 quando Nilda fez a “LOUCURA DE AMOR”.




Èramos assim em 1968.



Nilda e Sissi em Dezembro de 1968.





Sissi hoje às vésperar de comemorar 40 anos.

(Este conto é real, sendo alguns nomes substituídos por não ter-se autorização das pessoas referendadas, ao passo que outros são reais, como homenagem póstuma pelo bem que fizeram.

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Adocao, um ato de nobreza!



Nilda do blog: Meu Cantin

Adocao

Na manhã do dia 13, me vi emaranhada nas lembranças de quarenta anos atrás.
Quando se planta amor a vida floresce e vinga,
Porque adotei? Esta é uma pergunta que escuto sempre.
Gratidão? Não sei. Nunca parei para pensar. Mesmo porque ajo mais do que penso. Acredito na felicidade... Talvez, só isso ou TUDO isso. Também já me perguntaram sobre suposto sofrimento pelo fato da rejeição, mas o bem suplanta o mal. Fui muito amada, pelo Anjo que chamei carinhosamente de MÃE, depositária de energia para mudar o enredo da minha história, virando literalmente a página da vida numa linda história de amor.
Fico feliz com o enfoque direcionado a adoção, porém apreensiva.
A adoção manifesta-se por si, mas precisa ser cuidadosamente avaliada, tomando cuidado com os rompantes do coração equilibrando a mente ao desejo imediato.
Durante o curso da vida, os filhos se relacionaram numa coincidência simples e natural como tudo que é bom deve ser.
Para alguns, impossível. Adoção nem pensar pra minha irmã Zelita ,também adotada ( na mesma família que eu).Zelita se afunilou com o passar dos anos, perdendo a verdadeira chama do “eu”. Nunca se conformou com o abandono, mesmo tendo uma vida privilegiada materialmente falando e inundada pelo amor dos pais adotivos que a tiveram como filha única.
Enquanto eu, só com a figura materna (minha mãe adotiva era solteira) mulher de fibra e determinação.
Mantenho nítido o olhar para a eterna gratidão ao meu ANJO MÃE, sentido único do renascer.
A cada flor que cultivo, sinto perfume por mais ameno que seja, a cada estrela que brilha no céu o êxtase no milagre da luz, levando-me a crer na maravilha da vida em qualquer situação.
Como mãe adotiva sinto-me plena, sem procurar entender muito o curso vital, mas amando sempre e querendo ser feliz. Sei que os pássaros voam livremente e são infinitamente belos, aprecio o colorido das flores e amo tudo que me faz bem.
Nunca me importei com o motivo pelo qual fui doada e agradeço aos nossos 4 filhos, que nos acompanham nesta trilha de mistério que é a VIDA.
Somos 3 mulheres doadas e 6 homens que viveram sofridamente com os pais biológicos.
Mamãe me conduziu numa verdade tal, que não deixou lacunas para o sofrimento do abandono. Ela me dizia sempre, você é adotiva e pronto, seja feliz, não queira mudar o que não tem jeito. Ponha molho, coloque sal... ou seja ponha amor, carinho sorria sempre que é o melhor repelente contra mal agouro, e tenha a felicidade num melhor sabor.



SISSI COM O PAI



EU E SISSI



A FAMILIA ESTÁ ASSIM



EU E MAMÃE NUM DOS MOMENTOS "CUXIXOS"

Agradeço ao meu ANJO MÃE, Marietta Barroso.
Meu marido, José Jaime amor da minha vida.
Lara, Hugo, Jaime e Hermano meus adorados filhos.
Vocês fizeram com que as satisfações acumulassem, existindo respeito e esperança numa vida melhor, vivida também pra alguém que é feliz porque EU existo.
No dia 13, Sissi , nossa filha adotiva.completou 40 anos
Beijoca especial a todos que tem como tempero a coragem de doar AMOR.

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Adocao, um ato de nobreza!


Lucy Lordelo do blog: Um cantinho para refletir

Adocao um ato de nobreza

Trabalhei por 10 anos na Vara da Infância e Juventude. Acompanhei de perto vários processos de Adoção. O mais curioso é q as histórias têm motivações das mais diversas.
Mas, mais que um ato de nobreza, que eu acho muito louvável, a adoção deve ser um ato de responsabilidade, muita responsabilidade.
Vi neste tempo em q trabalhei na Infância e Juventude casos absurdos. Pais querendo "devolver" os filhos q foram adotados simplesmente pq tinham se arrependido no primeiro probleminha q havia surgido. Me perguntava nestas horas, será q eles fariam o mesmo com os filhos de sangue?
Outros que resolviam adotar mais um filho pq o primeiro tinha "dado certo" e depois se arrendiam pq a nova adoção não tinha "dado certo" e procuravam as Assistentes Sociais querendo desistir da adoção, como se fosse possível: "Art. 48. A adoção é irrevogável, ECA" Falta de responsabilidade, conhecimento, amor, maturidade, falta de um monte de coisas.
Nesta época, uma das reclamações q mais escutava de pessoas q queriam adotar crianças era q o tempo q o processo demorava. No entanto, durante este período previsto na ECA: "Art. 46. A adoção será precedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente, pelo prazo que a autoridade judiciária fixar, observadas as peculiaridades do caso.", vários casais desistiam da adoção pelos motivos mais diversos: separação, gravidez, morte, para citar alguns.
Acho impressível o tempo, q é fixado por Lei, para que a idéia seja amadurecida, para evitar casos como o q eu citei acima. Adoção é uma decisão muito séria, considero-a uma missão a ser cumprida com responsabilidade, amor, dedicação, doação.

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Mais que um ato de nobreza



Nadja Saori do blog: Um pé na Europa

Mais que um ato de nobreza

Alguém aqui já considerou a adoção como uma possiblidade real em suas vidas?
Meu objetivo hoje não é mudar as cabeças de vocês, afinal adotar uma criança é um ato muito sério que requer muita reflexão e responsabilidade. Minha intenção é ajudá-los a tratar com maior facilidade e reduzir os tabus relacionados a ele.
Infelizmente aqui no Brasil, a adoção ainda está entre um dos maiores tabus da família brasileira. E eu me arriscaria a dizer não somente da família, mas da constituição do nosso país.
Eu sempre tive o sonho de adotar, sempre desejei expandir um dia minha família com no mínimo duas crianças adotadas, então, quando eu namorava, numa conversa ou em outra, surgia aquele super tópico... nosso futuro... nossos filhos... todos aqueles sonhos,né? Então, também surgia a pergunta : " Mas... você não pode ter filhos?" E como imagino que posso ter filhos, esta vinha seguida de uma outra " Mas... como você pode amar um filho adotado da mesma maneira que um filho biológico?"
Ah, isso para mim era demais! Mas eu sorria e procurava compartilhar meus pensamentos, e meus motivos para eu , tão jovem, já pensar em adoção. Filho é filho... não importa se biológico ou adotado. Pouco importam seus genes... o sentimento vai muito mais além. E no mundo inteiro há crianças esperando por uma família, um lar, um sentimento...esperando por pertencer a algum lugar... Quem eu seria se nào pertencesse aos Pousada Betim Paes Leme? Se não tivesse sido criada com amor e carinho, mesmo nas piores horas?


No Brasil, a nossa constituição favorece o direito à nacionalidade brasileira antes que uma criança seja liberada para adoçào internacional. A nacionalidade no Brasil entào vem antes da família e do bem estar ? Ou como diria constituição estadunidense... antes do direito a busca da felicidade? Creio que pouco progresso tem sido feito nessa área... e eu fico imaginando quantas crianças e adolescentes não estariam com uma família, ganhariam presentes de Natal neste ano e celebrariam a ceia se tudo fosse menos burocrático.
mas mesmo assim, nossa burocracia não impede adoçòes. E até recentemente melhorou em alguns pequenos quesitos... mas já indican que alguns passos estão sendo dados nesta direçao.

Algumas histórias de adoção me marcaram muito, mas vou partilhar com vocês a que conheço melhor, que acompanhei mais de perto.Quando eu trabalhava na pré-escola, em Santos, conheci muita gente, e me dava bem com todas as "tias"
e a Tia Selma, moça simpática e bonita que antes dava aula no primário, sempre visitava uma creche, brincava com as crianças e sempre havia pensado em um dia adotar uma delas. Lembro-me até hoje do dia em que ela me contou como conheceu o Lucas, que viria a ser seu filho. Ao chegar na creche, naquele dia, ela notou que em um dos berços um pézinho pequenininho se levantou logo que ela chegou... Perguntou se tinha um bebezinho por lá e a levaram para conhece-lo... Ai... mesmo quando ela me contou, seus olhos quase se encheram de lágrimas.. ou os meus que se encheram e pareciam que os de todo mundo estavam assim também. Ao ve-lo pela primeirissima vez, ela começou a chorar... "Você o conhece?" "Nao" Mas acho que ela sentia que sim... E engraçado que ele até se parecia um pouco com ela... tão gracioso e levadinho!!!

Hoje me pergunto como será que eles estão, será que mudou muita coisa? Ele ja deve estar com uns 6 ou 7 anos!!!! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH... como o tempo passa!!!Se um dai vo~cê ler isso.. beijos Tia Selma e Lucas!!!!

Adoção está muito além de qualquer palavra do nosso dicionário... seja ela nobreza, caridade, amor ou dedicação... ou mesmo sonho... estar pronto para adoção requer muito mais que uma decisão... é um modo de vida, é um jeito de encarar o mundo além das nossas fronteiras... além daquilo que sempre estivermos cercados... Eu diria até que a palavra certa é reunião... de você com alguém que você achava que não fazia parte da sua família... Por isso não tenham medo, mesmo que isso ainda não faça parte do seu dicionário!!!

beijos a todos!!!!
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Quem te adotou?



Cam do blog: Camélia de Pedra


Quem te adotou?

( FOTO BY EDNA DO CRISTALINO)
Você já se adotou hoje, semana passada, algum dia? Quer dizer,um dia você se olhou de um jeito diferente do que costumava olhar, como diria o Chico Buarque e viu que ali no espelho, na sombra projetada na calçada, ou num canto do teu pensamento há uma pessoa esperando a vez de ser colocada com todo carinho no seu coração? Pois essa pessoa é você.
E a coisa mais difícil do mundo é um ser humano começar a se adotar. Aí ao entrar no tema adoção propriamente dita, a gente ou escreve vários posts, por que o assunto não é simples de esgotar, são muitos ângulos,muitas questões, ou escolhe um ponto para falar sobre ele.
A mim interessa bastante o motivo que leva um ser humano a querer adotar uma criança. Tem gente que já vem ao mundo com esse interesse: pensa desde pequeno nas crianças menos favorecidas, nas abandonadas, nas incompreendidas, nas jogadas em algum canto precisando de uma mão. Esse interesse vem de uma profunda inquietação com o mundo tal e qual ele se apresenta, cheio de injustiças, preconceitos e hipocrisia. Tem crianças então que vem prontas para adotar alguém . Primeiro se adotam, ou procuram terapia para se ajudarem a se auto-adotar. E depois, adultas, com a maior naturalidade do mundo, adotam uma criança, independente da habilidade ou não de gerar um filho biológico. E não ficam com aquele questionamento: vou gostar igual a um filho biológico? Vai ser diferente? E se eu tivesse um filho da minha barriga ia ser como? Melhor? De “verdade” ? Como alguns espíritos mais atrazados chegam a questionar. Maternidade é ter um filho na barriga? É ter dores de parto? É o que afinal? Instinto materno existe? Hum... A criança traz herança genética? Claro que traz. Mas nunca tive tanta certeza de que , antes de tudo, de qualquer teoria cientifica ou espiritual, a criança é fruto do meio em que é criada, adotada ou não. Da sua barriga ou não.
Então que possamos aprender a adotar a nós mesmos, aos nossos filhos biológicos. – Vamos ser honestos, quantos pais e mães de classe média para cima, não estão nem ai para seus filhotinhos? A questão é a pobreza de sentimentos, de maturidade, de auto-conhecimento.

E que possamos também adotar as crianças que estão ai nos abrigos pedindo um papai e uma mamãe. Vocês já repararam que a filhinha pretinha da Angelina Jolie é a cara dela? Sabe como chamo isso? Genética do coração. Uma coisa que existe mesmo e a vida comprova.
Abra-se, adote-se e adote um estilo de vida onde a adoção de crianças seja uma oportunidade especial para a criança que teria um futuro comprometido sem você, mas principalmente, se puder, dê esta oportunidade a você, que teria um futuro menos rico sem essa experiência encantadora, milagrosa, especial. A maternidade e a paternidade de verdadeira adoção. Entenderam o recado que eu quis passar? Na duvida, podem escrever, que eu respondo com o maior prazer sobre esse assunto.

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adote uma crianca pobre


Cilene Bonfim do blog: Distant Daily


Adote uma criança pobre!

Eu tenho um irmão adotado; minha mãe resolver adotar uma criança quando meu irmão de 9 anos morreu supostamente afogado. Digo supostamente porque pode ter sido crime. Minha mãe não agüentou a dor da perda de um filho e adotou uma criança doente que morreu logo depois.

Mas ela não desistiu: adotou outra criança, hoje um homem de 26 anos. Nunca houve nenhuma diferença entre ele, eu ou meus irmãos. Ele ainda mora na casa dos meus pais porque e até hoje minha mãe cuida dele como se fosse uma criança.

Eu não sei se mudamos a história de vida dele; não sei se ele estaria melhor hoje se não tivesse sido adotado, mas garanto para vocês: não existe diferença entre ele e meus irmãos verdadeiros. A gente nem pensa nisso; prova que criança adotada é igual a criança parida. Eu queria, desejo muito adotar uma criança. Mas se você não quer adotar seja padrinho de uma criança pobre e mude a vida dela. Esse post faz parte da blogagem coletiva chamada adoção um ato de nobreza do blog Saia Justa

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Adocao, um ato de nobreza!


Shamatar do blog: Chá da tarde & Girassóis



Lugar de crianca é com a família


Adoção, um ato de nobreza. Mais do que isso: um ato de amor. Não...acho que é mais - um ato de desprendimento, generosidade, consciência... - não sei, acho que fica difícil definir o que é de fato "adotar". No Aurélio, é "receber como filho". Tá, até aqui não falei nenhuma novidade. Mas o significado, intrínseco na etimologia da palavra, diz tudo: receber como filho.
A adoção, embora nobre, merece cuidados. Existe uma legislação específica, que visa proteger e resguardar tanto os adotados quanto os adotantes, de problemas futuros. Todos sabemos que a justiça é morosa, a fila de espera é imensa, o processo é complicado e isso muitas vezes desestimula os candidatos a "pais" a se fazer a coisa certa. Um artigo escrito por Hércules Barros (
http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/outubro-2008/adocao-arriscada/) aborda o assunto com clareza e precisão.
Tenho amigos que são filhos adotivos. Pessoas fantásticas, caráter ímpar, excelentes pais. Tenho amigos adotantes. Pessoas íntegras, que cuidam de seus "filhos do coração" melhor até do que muitos que têm filhos "biológicos". Aliás, essas terminologias me incomodam. Filho é filho, não há a menor necessidade de se fazer essa diferenciação.
Outro dia, uma amiga muuuuuuuito íntima (adotiva, por sinal) disse que pretendia ter mais um filho (ela já tem dois). Aos comentários de "você vai ter coragem de enfrentar uma nova gravidez?" sorriu e disse: "Não. Vou adotar." Achei lindo, uma coragem que eu jamais teria. Ela já está na fila, vai mesmo adotar uma criança. E se for novinha, eu serei a madrinha. Claro que já estou babando, torcendo para que chegue logo a(o) minha (meu) afilhadinha(a).
Lugar de criança é com a família. Seja ela biológica ou afetiva.

Para quem quer saber mais sobre o assunto, alguns links interessantes:



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Adocao, um ato de nobreza!


Susi do blog: Jardim Fechado



Fazendo juz a minha adesão a blogagem coletiva sobre adoção, deixei para postar no último dia.

Fui lá no Aurélio e confirmei.:


Adoção:1 Ação ou efeito de adotar. 2 Aceitação legal como filho; perfilhamento (Cód Civ, art 375).
3 Aceitação; admissão.

O que sei é que aqui no Brasil se tratando da parte burocrática, enormes filas de crianças e adolescentes para serem adotadas, filas também de pessoas a fim de adotar uma criança, parece que tudo conspira para dificultar esse ato. Mas sei de casos lindos de adoção que transformaram vidas de pessoas. Há quase 30 anos, em minha adolescência pude com orgulho ver minha mãe por três vezes arrumar um lar para crianças não bem quista em seu lar biológico.Tal fato era alegria dupla, para parte adotada e para mães adotivas que eram estéril. Elba Ramalho (cantora brasileira) declarou essa semana que está fazendo sua 3ª adoção, ela já tem um filho biológico e duas filhas adotadas. Será mais fácil uma celebridade como Elba ou Joli, adotarem uma criança? Ponho a pensar: eu adotaria uma criança se tivesse condições financeiras? É só de qualidade de vida que elas precisam?
Ainda essa semana também ví numa TV não convencional a diretora de uma ONG falando que quando passou a trabalhar na tal entidade, via aquele monte de berços numerados e as crianças eram apenas um número. Aos poucos ela foi tranformando aqueles números em histórico, exigiu que fossem trocados os números pelos seus nomes e tais crianças passaram a terem uma história. Sim, tudo passou a ser anotado e fotografado. Estas crianças quando crescerem terão fotos de seus aniversários dentro da entidade. Talvez a imagem de seus pais façam-lhe falta na fotografia, mas as outras crianças estarão lá, as tias, diretoras e pais adotivos fincanceiros, aqueles que adotam crianças dentro das entidades e se responsabilizam pela ajuda que dão para seu sustento e vão além disso, porque eles a visitam, presenteiam em datas comuns e especiais como dia das crianças, natal, aniversário etc... Há também aqueles que as levam para passear como se fossem pais e filhos e a tarde a devolvem para entidade. Muitos destes são pessoas idosas sem permissão para adoção ou solteiras mas solidários. Me perguntei se há muito sofrimento na volta dessa criança para entidade. E descobri que não, porque assim como a maioria das crianças hoje em dia, filhos de pais separados sabem levar muito bem a idéia de ver o pai alguma vez na semana, viver esse dia com muita qualidade e voltar ao lar doce lar com uma história para preencher a folha do seu diário. Acho que a idéia deveria ser expandida e até eu que não tenho grande condições financeiras estaria disposta a adotar uma criança, ajudá-la financeiramente na entidade e dedicar-me quantas vezes na semana fosse possível, para acompanhá-la durante todo tempo que fosse preciso, para faze-lá crescer com uma boa cabeça e mais com um vínculo afetivo de amigo, coisas que as vezes não há nem dentro dos lares biológicos, lembrando que isso seria só um voluntariado de apoio, não solução . A Luz da bíblia, o próprio Deus fez valer a adoção, ainda que espiritual , esse ato fez nos irmãos de um Deus, Jesus Cristo!


Aí está o versículo:Efésios 1:5 E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.

ADOTE essa idéia, certamente você é um filho adotivo de Deus

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Adocao


Majoli do blog: Cantinho da Majoli


Adocao

Como disse aqui, estava ansiosa demais por esse dia. Contar essa história aqui no meu Cantinho será uma imensa emoção, ainda mais por ser a história de uma grande amiga minha, Rita.

E vou deixar a narração do fato por conta dela, pois nada melhor que a própria pessoa contar o que viveu.

Eu, particularmente, acho linda a história, e me emociono sempre só de ver minha amiga Rita.

Agora, deixo aqui a história.

“O Gabriel foi nossa maior bênção. Em 2004, meu esposo descobriu que era portador de varicocele e não podia gerar filhos. Havia a possibilidade cirúrgica, porém, o tempo médio para uma possível gravidez seria dois anos. Na época eu estava com 38 anos, e achamos arriscado tentar uma eventual gravidez aos 40 anos, portanto, desistimos na idéia de filho natural. Como funcionária da Vara da Infância e da Juventude há 17 anos, nunca tive um envolvimento com as crianças que por ali passavam, por abandono, maus tratos e por outros diversos motivos. Tínhamos cadastro de adoção, tudo dentro dos trâmites legais. No início de novembro de 2005, mês que eu havia completado 40 anos, o Gabriel chegou ao Fórum para ser levado à instituição da municipalidade para abrigamento em virtude de maus tratos. Olhar aquela criança tão indefesa foi a sensação de estar vendo "meu filho" abandonado. No mesmo instante, fui à mesa de um colega e disse para ele que aquela criança viria a ser meu filho. Ele me chamou de "louca", porque para ele não tinha lógica aquilo que eu estava falando. O Gabriel estava com um ano e quatro meses, mas tinha peso e medida de uma criança de seis meses. Sofria de desnutrição de último grau, anemia profunda, além de piolhos e ferimentos nas orelhinhas. A criança foi levada para a instituição, porém, sua imagem não saía da minha mente, virou uma fixação, ato contínuo. Liguei para o meu marido e contei, e o interesse dele foi indescritível. No dia seguinte, fomos ao abrigo, nos inscrevemos como famílias voluntárias, pegávamos a criança na sexta-feira a tarde e devolvíamos segunda-feira. O sofrimento da devolução iniciava domingo logo cedo, era perceptível nele também, era possível perceber pelos olhinhos. Ficamos nessa situação durante três finais de semanas. Já era começo de dezembro e, de praxe, a instituição envia um ofício ao Juízo da Vara da Infância solicitando que as crianças que têm famílias voluntárias possam passar o período de festas e as férias escolares. Foi a nossa oportunidade de ter o Gabriel perto de nós por mais tempo. Pegamos o Gabriel no dia 25 de novembro de 2005 ("data do nascimento do nosso filho"). Só que meu caso foi diferente dos demais casos. Eu sendo funcionária tudo foi feito com muito rigor para não deixar dúvidas de proteção, em vez de retirá-lo do abrigo somente via ofício, foi necessário entrarmos com a guarda provisória. A cada dois meses se prorrogava e a dor também. Iniciou-se o tratamento médico da criança. Além da pediatra, que foi nossa maior aliada, tínhamos ainda acompanhamento de um cardiologista e da hematologista. O tratamento perdura até os dias atuais. A guarda provisória tramitou durante dois anos. Cada dia a incerteza era maior, o processo ficou suspenso durante um ano, concedendo à mãe o direito de visitas. Foi muito doloroso, ela não tinha afinidade nenhuma com a criança e ele chorava horrores para ficar com ela. O profissional responsável por este acompanhamento achou por bem cessar, pois estava sendo prejudicial à criança. Em novembro de 2007, exatamente dois anos depois, conseguimos a adoção do Gabriel. Hoje, aos 04 anos e 05 meses, ele pesa 19 quilos e mede 1,04. Está lindo e saudável. Espero que a nossa luta sirva de conforto para aqueles que estão passando pelos entraves que ocorrem com a adoção no Brasil.

Nosso abraço."

Abaixo, as fotos do Gabriel e da família, Marcos e Rita.

Espero que esse relato ajude muitas outras pessoas a lutar, assim como disse Rita ao contar a história. Que seja a força dela a mesma de muitos outros pais de filhos adotivos.

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Adocao no Brasil



Claudya do blog: Memories

Blogagem coletiva ‘Adoção no Brasil’

Bom, participo da blogagem coletiva sobre a Adoção no Brasil, a convite da Georgia, e descrevo aqui (como advogada na vida real), de modo breve, o aspecto legal desse instituto no Brasil. Ações interessantes vêem sendo promovidas pelo governo, com a razão de agilizar o processo, como por exemplo, a criação do Cadastro Nacional de Adoção pela CNJ em abril desse ano, e o surgimento de vários sites voltados prá esse assunto, tais como Adoção Brasil, AjudaBrasil, e vários outros na rede, revelam que a adoção vem se tornando mais fácil no Brasil. Porém, também existem casos como esse, onde fica claro, que o que atrapalha no País, é a burocracia em excesso exigida (10% das crianças em abrigos são destinadas à adoção, é muito pouco, e, para efeito de caracterização de abandono, deve-se contar 1 ano onde não houve contato entre a família biológica e a criança!), na maioria das vezes, esses requisitos acabam fazendo com que as pessoas praticamente desistam de adotar a criança.
Em termos legais, veja informações nesses sites: 1,e 2 e 3 (vale a pena para quem quer adotar, dar uma olhada neles). O que as pessoas que pretendem adotar uma criança, devem ter em mente, é não criar muitas dificuldades (adoção em razão do sexo, idade e cor), pois, uma vez que consigam preencher os requisitos legais, a adoção é irrevogável, ou seja, a criança nunca deixará de ser filho de quem a adotou, e, terá direitos iguais aos que teria um filho natural do casal (já que a lei assim o equipara). E, o Brasil tem tantas crianças necessitando de pai e mãe, e vice-versa.
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Amar é Adotar



Blog do Ronald

Amar é... Adotar!

Após 15 dias, voltamos a ativa e esperamos não interromper por tanto tempo assim daqui em diante. Uma blogagem coletiva nos leva a conhecer a opinião de cada internauta espalhado pelo globo. Recebemos diversos convites para participar com nossa modesta opinião sobre diversos temas mas, aquilo que vou falar hoje cujo convite partiu carinhosamente dos amigos Georgia e Dácio, diz respeito á adoção.

O tema já diz tudo, "ADOÇÃO, UM GESTO DE NOBREZA" mas, será mesmo que estou preparado para assumir tamanha responsabilidade pois, pelas próprias características do adotado, requer mais atenção e carinho que nossos próprios filhos pois, um passo errado, pode por aquilo que seria uma esperança em uma tragédia.

Com a permissão daqueles que lerem o presente texto, vou mudar um pouco o foco principalmente abordando a causa criança baseado no cotidiano de minha cidade, Foz do Iguaçu, para quem não conhece.

Em primeiro lugar vamos analisar qual a causa principal que faz com que exista a necessidade ao ato da adoção. Não tenho dados estatísticos exatos mas por aquilo que a realidade nos mostra, poucos são aqueles que passam por tais circunstãncias de abandono por tragédias ou coisa parecida. A grande maioria, sem dúvida alguma, está relacionada a falta de valores no seio da família, se é que pode ser chamado de família. Bebida, drogas e a marginalidade corrente nos dias de hoje faz com que crianças que, poderiam sonhar com um futuro digno, sejam presas fáceis aos narcotraficantes num futuro bem próximo. Gente, não é raro o noticiário local informar que a polícia prendeu menor de 13 anos portanto uma arma. Mas como? Será que não existe pai e nem mãe para ver a atitude da criança? Será que a mesma chegou nesse estágio pelo completo abandono nos seus primeiros anos de vida? Tudo! Uma coisa acarreta outra e, ações de filantropia que acolhem tais crianças, além de escassas, não contam com o auxilio de nenhum poder público e, para que a coisa não se agrave, alguma coisa tem que ser feita!

Sou da opinião que, mesmo que certas ideologias sejam contrárias, mas um projeto de controle de natalidade, principalmente entre os menos favorecidos, seja colocado em prática o mais rápido possível. Colocar um filho no mundo hoje requer, entre tantas outras coisas, muita responsabilidade. Tal atitude feita a esmo e sem as devidas condições minimas no financeiro, moral e ético faz com que cada dia mais pequenos humanos e desamparados venham a necessitar do carinho da sociedade. Não se trata de uma opinião que cujo objetivo seja fugir do problema pois ele sempre existirá mas, sem dúvida, a redução do índice de crianças em tais condições deve ser reduzido e, por isso mesmo, o alvo deve ser justamente aqueles que concebem sem as mínimas condições.

E como já citado, crinças que necessitam de um lar estável irá acontecer sempre, seja lá por qual motivo seja mas, na verdade, do outro lado do problema, existem casais de índole inquestionável dispostos á receber, dar carinho e um futuro digno aos menos favorecidos e tais casais, na minha opinião, extrapolam o termo heróis, são nada mais, nada menos, que um pedaço de Deus na terra e justamente por isso, quando lutam bravamente contra o problema, nada mais fazem que um gesto de nobreza e confesso, não estou preparado...

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Adocao, um ato de nobreza!


Vitória do blog: Reclinada


Adopcao um acto de nobreza?


Não adotei nem quero adotar nenhuma criança,pelo simples facto de já aos 16 anos ter começado a ser mãe e ter tido 3 filhos até aos 24 anos-missão cumprida....


Mais tarde várias vezes filosofei e defendi que ninguém deveria ser tão egoísta que quisesse ter filhos naturais, enquanto houvesse no mundo crianças sem pai nem mãe,abandonadas e maltratadas.




Conheço um caso muito bonito e que aqui quero deixar escrito:


-Uma professora portuguesa (minha amiga),teve câncer de bexiga e dos 2 rins,orgãos que lhe foram extirpados devido à doença.Faz hemodiálise.


Nunca casou nem teve filhos.


Nunca lhe conhecemos namorado ou marido.


Sempre sózinha a víamos com seus 2 cachorros.Eram esses seus 2 filhos.


Acudia a tudo e a todos. ..gatos,pásssaros,vizinhos....


Um dia soube que apesar do cancer e de já ter uns 40 e poucos anos ,resolvera adotar um casal de irmãos que conhecera num orfanato,numa das muitas missões em que estava embrenhada na terra,onde vivia.


Aqueles meninos tinham vivido enfiados numa gaiola ,...numa capoeira ,melhor dizendo...vítimas de abusos sexuais do pai ....estavam completamente fora do que se pode apelidar de humanos...eram bichos.


Perguntei-lhe:


-Mas tu como podes,fazendo hemodiálise,tão fraquinha,tomar conta logo de duas crianças??


-Se Deus quiser,eu posso!


-Mas nem sequer és casada....eles não vão permitir!Há uma lista de espera de casais que querem adoptar e não conseguem!


-Ai amiga,mas em que mundo vives?Querem bébés,loirinhos,saudáveis...ninguém quer adoptar duas crianças marginais e com aquele aspeto monstruoso aos olhos do mundo,com aquele horrível historial...entendes?


Pensei que era um delírio dela,fruto da dor....e um acesso da fé que nela é vulcânica....


Para meu espanto tudo se concretizou conforme ela desejou.


Este ano fui a Portugal e pude constatar a família linda que ela formou com a juda de DEUS.Mudou de casa,para ter mais dois quartos, um para a menina e outro para o irmão.Os meninos estão sociáveis,com aproveitamento escolar,psicóloga,fisioterapia,médicos de equipe escolar,assistencia social,tudo fruto do esforço dela.Ela anda melhor,conduz,ensinou os filhos a serem independentes em casa,a serem disciplinados,cristãos,frequentam o desporto,fazem teatro,vão assistir a todas as obras e eventos culturias da localidade,andam na catequese.....


Enfim estão a ser muito melhor educados do que eu eduquei meus filhos....


ela por não ter um marido com quem brigar,kkk,nem sequer tem o problema que a maioria dos casais tem....os meninos vivem num lar sem discussões.


Hoje eu mudei a minha filosofia em geral no que diz respeito à adoção:acho que qualquer pessoa pode adoptar uma criança,sózinha,velha,doente,gay,qualquer pessoa,sem descriminação...só é preciso ter muita determinação e AMOR!










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Tamara do blog: Por ai...na Noruega


Adocao

Filhos do coracão...
Bom,eu quis escrever sobre a adocão simplesmente por sempre ter me sentido sensibilizada por esse ato de amor,amor esse incondicional.
Não sou jornalista por isso não entrevistei ninguém,nem sou especialista no assunto,mas o que eu posso dizer é que conheco e conheci algumas pessoas que foram adotadas,e posso dizer que eles não são, nem mais nem menos felizes que eu.
É claro que devem ter fases dificies,principalmente na infãncia onde os primeiros questionamentos comecam,seja da propria crianca ou até mesmo de outras criancas,se no caso nao houver semelhanca fisica entre os pais e o filho,porem no final das contas o amor fala mais alto,e não ha sangue no mundo que venha fazer diferenca.

Eu tenho um amigo que foi adotado,na verdade crescemos juntos,somos vizinhos.Acho que ele deve ter tido uma fase bem complicada na infãncia,devido a algumas criancas pentelhas,incluindo eu,que mesmo sem saber já pré julgavamos que ele era adotado pela falta de semelhanca fisica entre ele e os pais.Ele mulato,os pais brancos de olhos claros.Mas ele sempre teve muito apoio,estrutura e amor dentro de casa para lidar com isso numa boa.Os anos passaram,e nunca tocamos no assunto,eu respeito o seu silêncio,só posso ver o quão feliz ele é,afinal é isso que importa,ha...e sem traumas tb.

Ahh,sei de outras estórias de amor como essa...todas estórias que deram e dão muito certo,posso garantir que nenhum deles se revoltaram,ou foram descriminados pela propria familia(parentes no caso),e que todos eles tem uma ligacão muito forte com os pais,de cumplicidade,amizade,sem contar no amor.

Bom,mas agora falando sobre o processo da adocão,isso sim é muitooooo chato e faz com que muitas pessoas desistam no meio do caminho,poxa,como pode um país onde milhões de criancas são abandonadas todos os dias exigir tanta burocracia para um processo que deveria ser no minimo menos cansativo,demorado.E obvio que as familias interessadas devem passar por testes psicologicos,entrevistas,etc,mas o processo não precisava ser tão longo e estressante,e enquanto isso, os números de criancas crescem nas ruas...
Outra coisa tb que é importante frisar é que ainda no Brasil a procura por criancas de pele clara são maiores e muitas familias tb preferem criancas mais ou menos parecidas com eles.Acho que adocão não é isso mas não estou aqui pra julgar.

Bom,não sou casada,infelizmente,rsrs,mas querooooo muitoooo ser mãe...
Eu sempre tive uns probleminhas no meu ovário,mas não quero falar muito sobre isso,o que eu quero dizer que pra mim é certo uma coisa,ha maneiras de ser mãe!


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Sueli do blog: Desabafo de mae

Adocao


Você já pensou em adotar uma criança em algum momento da sua vida? Essa é uma das curiosidades que tenho quando penso em adoção: quem , quando e porquê pensou em adotar uma criança? Questiono isso porque penso até que ponto a adoção faz parte da nossa vida social? Será que adoção é uma realidade apenas para os pais adotivos ou ela também é um tema que já faz parte da vida de cada um de nós?

Você, que não se tornou pai adotivo, sente o quê quando pensa em adotar alguém? Confesso que algumas dessas perguntas já passaram pela minha cabeça e, na época, o meu pensar era: se eu não conseguir ter filho, vou ter coragem de adotar? Responda-me, antes de mais nada: você nunca pensou isso?

Eu não tenho a mínima idéia de quantas mulheres colocaram essa dúvida diante da sua adolescência ou da época em que sonhava em ser mãe, mas o fato é de que soa bastante preconceituoso o uso da palavra "coragem" na opção pela adoção, ou não? Talvez, realmente seja preconceituoso, mas será que essa não é uma dúvida humana? Será que a maioria das mulheres não questionou isso um dia? Não sei, mas foi justamente essa questão que já passou pela minha cabeça. E quando lembro disso me questiono, então, sou preconceituosa?

E sofro, sofro muito com isso porque ninguém quer ser taxado de preconceituoso quando busca compreender a diversidade ou aquilo que não faz parte da sua vida. Eu não tenho ninguém da minha família que é adotivo. Eu não vivi essa experiência. Então, eu lhe pergunto quando usei a palavra "coragem" na escolha pela adoção é preconceito meu? Ou será mais uma prova de que adoção é um tema que precisa ser inserido na sociedade para que ele faça parte da vida de cada um de nós.

Eu acredito que a razão disso tudo está no fato de apenas 10% das 80 mil crianças e adolescentes em abrigos no Brasil estarem aptas para adoção, já que o processo só pode ocorrer nos casos em que os pais já tiverem morrido ou sejam desconhecidos, tiverem sido destituídos do poder familiar ou concordar que os filhos sejam adotados. Essa condição é extremamente necessária para bem da criança, mas ainda assim muitas das crianças, que estão entre os 10% que podem ser adotados não conseguem sair dos abrigos pela burocracia ou pela seleção dos pais adotivos. É errado um pai ou mãe querer determinadas características do filho que será adotado?

Não sei. Nunca passei por isso. Eu só questionei se teria coragem e já me sinto pequena quando ouço da minha amiga Su que ela morre de vontade de adotar uma criança. Ou quando me emociono ao ler o desabafo da Priscila Amaral. Ou , melhor, quando descubro o cordão umbilical na história da Valéria Leandro, que por muito tempo me ensinou (ufa!) que era normal o que eu sentia e que isso não tinha nada a ver com preconceito.

Apesar da falta de política de pública para facilitar o processo de adoção no nosso País, o que fortalece a falta de cultura de adoção na nossa sociedade, essas mulheres são sim raras de se encontrar. São mães admiradas pelas outras mães porque, além da luta de enfrentar a papelada do governo, elas também têm que enfrentar a nós mesmos, aqueles que não sabem lidar com novo e aqueles que realmente rejeitam o diferente.

Mas quantas outras mulheres também são tão raras como elas? Será mesmo que a maioria olha para mãe e filho de cores diferentes, por exemplo, porque recrimina a adoção ou simplesmente porque admira aquela família ou porque está fascinada pelo novo? Tenho a sensação de que assim como muitos não sabem lidar com pais adotivos, muitos pais adotivos não sabem lidar com as diferentes pessoas que têm atitudes parecidas...

Posso continuar divagando por horas sobre adoção, mas tudo que eu escrever aqui não retrata nem parte da realidade porque, infelizmente, a adoção ainda é bastante distante da realidade da maioria dos brasileiros. Eu só a descobri na minha vida quando tornei fã da Valéria Leandro, que escreve por meses no Desabafo de Mãe. Ela com seus desabafos me alertou a olhar para aquilo que um dia, ainda adolescente, me fez pensar se eu não conseguir engravidar terei coragem de adotar? E me mostrou o quanto a gravidez da adoção é tão real quanto a gravidez da barriga. Eu ainda aprendi o quanto, apesar de únicas, nossas etapas da maternidade continuam sendo sempre as mesmas. Hoje acho que seria muito fácil eu encarar a adoção como uma decisão de ter, ou não, um filho. Mas, para isso, precisei conhecer a Valéria e espero que milhões de nós tenham bilhões de Valérias para nos ensinar a olhar o mundo assim como ele é, cheio de cores, perfumes, alegrias, dores e com algo muito comum entre esses diferentes!

PS: esse post foi escrito a pedido da Georgia, do Saia Justa, que promove uma blogagem coletiva sobre Adoção até amanhã.




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Nangba do blog: N'misti bós tudo


Experiências intensas e inesquecíveis


Trabalho há cerca de dois anos e meio com crianças que são encaminhadas para adopção. Até agora já passaram 15 meninos directamente por mim, dos quais três ainda permanecem institucionalizados.
Tenho dito a muita gente que o segredo para não chorar muito nesta profissão é ver as coisas sempre pela perspectiva das crianças/ bebés. Assim pensamos que é melhor irem para ali do que estarem em determinadas condições na família biológica e acreditamos que é melhor irem para a família adoptiva do que permanecerem ali, mudando de cuidadores de 8 em 8 ou de 10 em 10 horas...
Em todas as integrações em famílias adoptivas que fiz houve sempre uma certa magia. De alguma forma aquela criança parecia-se com o pai ou com a mãe e de um momento para o outro acabava por criar laços muito fortes com a sua nova família. Estamos a falar de bebés com menos de 2 anos, muitos deles com menos de 15 meses. O que acontecia com frequência é que no último dia de integração, conhecendo já a sua nova casa, estes bebés ainda dormiam na instituição mas não se misturavam com os seus amiguinhos como que afirmando que já não pertenciam ali. Não brincavam com eles e sempre que estes se aproximavam eles refugiavam-se no adulto presente na sala.
Penso muitas vezes na adopção como um acto de coragem, sim! Muitas vezes os pais adoptivos não estão preparadas para tudo o que irá acontecer no futuro mas quem o está? Nem sequer os pais biológicos estão muitas vezes.
O que eu gostava muito é que encarassem no futuro todos os pequenos ou grandes problemas como normais de um processo de crescimento da criança, que acontece em todas as famílias mas que as adoptivas podem interpretar de forma errada por não serem os pais biológicos.
Muito se fala em Portugal dos pais do coração... é preciso muita capacidade de amar para adoptar alguém que não é nosso. Se são capazes de o fazer, então, esse mesmo amor será a grande arma destes casais e destas famílias.
Uma das coisas que me magoa um pouco embora acabe por entendê-la de certa forma, é o facto destes pais mudarem o nome dos seus filhos. Principalmente quando são meninos com mais de um ano... acho, sinceramente, que é um egoísmo demasiado grande embora reconheça que ajuda os pais a fazerem uma vinculação mais serena áquela criança.
Para terminar, gostava de vos contar aqui algo que me tocou particularmente. Uma mãe que ao conhecer a sua filha de 3 meses apenas, se apaixonou tão automaticamente que já não queria sair dali para nada, nem sequer para almoçar... Em todo o longo dia ela não conseguiu tirar os olhos da sua filha, nem sequer para tirar uma fotografia com a equipe que os acompanhou ao longo de todo o processo... que todas as mães e todos os pais adoptivos sejam capazes desta intensidade desta maternidade e paternidade interna...
Bem hajam!

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Mary do blog: Mary's Weblog




"..Shall I stay would it be a sin..If I can't help falling in love with you.."

já vi em alguns blogs amigos comentários sobre a “blogagem coletiva”, sempre quis fazer parte dela, mas pelos dias escolhidos nunca pude, porém esta semana a oportunidade de postar apareceu, ñ só pelo prazo maior, mas pelo tema escolhido.. (vide tema na imagem acima)

não é novidade que sou filha adotiva, já contei minha história por aqui algumas vezes, assim ñ vou entrar nos mesmos detalhes.. fui adotada recém nascida, não conheço minha família verdadeira, até onde sei nenhum deles me conhece tb e sinceramente não tenho interesse em um encontro pelo menos por hora..

meus pais tentaram por alguns anos terem filhos, como não aconteceu decidiram adotar um bebê, esperaram alguns anos nas filas das instituições (que na época do meu nascimento já eram enormes).. meus pais tinham já uma certa idade qdo se candidataram à adoção e qto mais passava o tempo menos esperanças tinham de ter um bebê, até que eu “apareci”.. fui deixada num cestinho na porta da nossa casa, no mesmo dia em que nasci, para minha mãe foi como um presente já que ela fazia aniversário no dia seguinte.. fui trazida por uma parente da família, que sabia do desejo de meus pais de terem um filho..

sempre fui cercada de carinhos e atenções, às vezes até mais do que meus amigos, e provavelmente mais do que deveria.. sei que fui muito desejada e esperada.. tenho uma ótima família.. sempre conversei abertamente sobre minha adoção, tanto com meus pais qto com amigos, sei de toda minha história desde que me conheço por gente, talvez por isso nunca me afetei com nada..

só não concordo completamente com a frase tema da blogagem “adoção um ato de nobreza!”, acho que a adoção ñ é algo nobre, ou pelo menos ñ tem que ser encarada assim, adotar uma criança é um ato de amor, amor para consigo e para com o próximo..
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Adocao nao cura rejeicao


Luiz do blog: Tudo Para Todos Sobre Nada

ADOÇÃO NÃO CURA REJEIÇÃO

Minha mãe sempre me disse que eu tinha sido adotado, que não tinha saído da sua barriga.
Nada de ser trazido por cegonha ou outras historinhas.
Cresci ouvindo isto dela.
O fato nunca me deixou constrangido ou rebelde.
Engraçado, que apesar da genética dizer o contrário, tenho muitas caracteristicas que "herdei" do meu pai e da minha mãe.
Eu nunca fui uma pessoa que confiou cegamente ou visionáriamente nas pessoas.
Em algum momento sempre penso que em quem você mais confia vai aprontar uma pataguada que vai te decepcionar ou jogar por terra esta premissa confiável que se desenvolveu.
Sempre confio desconfiando.
Eu nunca fui uma pessoa faladora de todos os meus problemas.
Se conto algo, conto em partes para pessoas diferentes, para que não montem o quebra-cabeça.
Aliás o próprio blog é um grande quebra-cabeça. Não é por acaso que ele carrega no seu header este conjunto de peças.
Com algumas faltando é claro.
No último final de semana, passei por um dos piores momentos físicos da minha vida.
Descobri que tenho uma pedrinha de no máximo 3mm no meu rim e que resolveu se mover.
Não sair.
Apenas se mover.
Acordei na madrugada de sábado para domingo, com a dor (que muitos dizem ser pior ou comparável ao parto) me martirizando.
Com todo mal momento merece uma das Leis de Murphy, meu celular resolveu não encontrar a rede local para que eu pudesse ligar para alguém.
Dez horas depois, consegui falar com o minha ex-mulher que me levou para o hospital para receber medicamentos, fazer tomografia e descobrir que vou ter que conviver cronicamente com isto.
A família da minha mãe, pelo menos na parte que tive mais contato na época quando minha mãe ficou doente (leia mais em Morte), aproveitou para demonstrar sua insatisfação comigo, transformando-me no cálculo renal da relação familiar.
A questão da adoção não envolve apenas quem adota, mas também aqueles que participam do circulo familiar.
Pensando no que ia escrever sobre adoção, ficou bem claro para mim, neste ultimo fim de semana, que apesar de não ser traumatizado com o fato de ter sido rejeitado pela minha mãe biológica, de alguma forma isto moldou meu comportamento em relação aos outros.
Se pudesse, teria superado a dor sozinho, sem ajuda de ninguém.
Claro, que este tipo de atitude remete ao inicio de tudo: a rejeição.
Normalmente, antes de ser rejeitado, eu rejeito.
Apesar de todo amor e carinho que recebi dos meus pais, após a morte deles ainda não consegui encontrar pessoas que possam substituir esta lacuna.
Acho que tento compensar de alguma forma isto na relação com meus filhos.
Talvez em alguma momento eu encontre alguém que consegui recuperar esta (falta de) confiança nas pessoas.
A maioria das pessoas olha o problema sem focar na causa.
O problema não está nas milhares de crianças sem lar.
Está nas milhares de crianças rejeitadas que vão crescer desconfiadas na humanidade.
Adotar só resolve um problema de alocação.
O estrago já foi feito e apesar de todo amor e atenção que possam ser dispensados, eu e muitos outros vamos carregar isto conosco.

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